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Familiares questionam mortes de pessoas em surto durante abordagens policiais: 'Ninguém merece morrer dessa forma'

Destaques 19/10/2026 às 11:34
Familiares questionam mortes de pessoas em surto durante abordagens policiais: 'Ninguém merece morrer dessa forma'
]]> Policiais militares matam três pessoas em surto em menos de duas semanas As mortes recentes de pessoas em surto durante ações policiais em São Paulo reacenderam um debate que familiares, especialistas e entidades da área de saúde mental travam há anos: a forma como as forças de segurança atuam em ocorrências envolvendo crises psiquiátricas. Parentes das vítimas afirmam que seus familiares precisavam de atendimento médico e acolhimento, e não de uma resposta baseada no uso letal da força. Nas últimas semanas, os casos de Gustavo Muniz de Santana, de 20 anos, Camila Pereira da Silva, de 32, e Antônio Nunes Batista, de 40, chamaram atenção pela semelhança das circunstâncias. Todos apresentavam sinais de surto quando morreram durante intervenções da Polícia Militar em São Paulo. "Ninguém merece morrer dessa forma", afirma um familiar ouvido pela reportagem do Fantástico. "Não foi uma ajuda para uma pessoa que estava em surto." O caso que chocou São Paulo A morte de Gustavo Muniz de Santana, no último dia 10, teve grande repercussão. Segundo as investigações, os policiais foram acionados para atender uma ocorrência de tentativa de suicídio. O estudante não portava arma de fogo. Imagens e informações reunidas pela investigação indicam que ele segurava um celular quando foi atingido por disparos feitos por quatro policiais militares. Os agentes efetuaram 45 tiros em menos de cinco segundos. Gustavo morreu com 27 perfurações. A mãe do jovem conta que ele nunca havia tentado suicídio e que já havia feito tratamento para ansiedade. "É cabeça, né? A gente não tem como adivinhar o que o outro está sentindo", disse. Os quatro policiais foram afastados das ruas e podem responder por homicídio. Histórico de transtornos No caso de Antônio Nunes Batista, a família relata um longo histórico de problemas psiquiátricos. Segundo parentes, ele apresentava sinais de esquizofrenia desde a juventude, agravados posteriormente pelo uso de drogas. Durante um patrulhamento na Zona Norte de São Paulo, cinco policiais encontraram Antônio. De acordo com o boletim de ocorrência, ele portava uma faca e uma barra de ferro. Os agentes utilizaram inicialmente uma arma de choque, mas afirmaram…
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