Família de PM do Bope morto em suspeita de fogo amigo cobra respostas: ‘Ninguém viu uma farda?’
Rio de Janeiro13/10/2026 às 09:00
]]> A suspeita de que policiais militares tenham confundido colegas de farda com criminosos e disparado contra eles, matando um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), levanta questionamentos da família da vítima sobre a atuação dos agentes envolvidos. Ex-mulher de Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morto no domingo durante uma ocorrência em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, Aline Viana cobra explicações sobre como os PMs do 18º BPM não teriam identificado os integrantes da tropa de elite. Segundo ela, a presença do Bope na região havia sido comunicada, o que aumenta as dúvidas sobre as circunstâncias do tiroteio. — Será que ninguém viu uma farda diferenciada ou não chegou mais próximo a ponto de saber o que era, já que não estava havendo troca de tiro? — questiona Aline, que acompanhou ontem o sepultamento do subtenente no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste. A ex-mulher afirma que a família recebeu inicialmente a informação de que não havia ocorrido comunicação prévia sobre a presença do Bope na região. Posteriormente, porém, os parentes teriam tomado conhecimento de que o aviso foi feito. Agora, querem saber se a informação chegou aos policiais envolvidos na ocorrência. — A gente quer entender exatamente o que aconteceu. De primeira mão, foi falado para nós que não houve uma comunicação, e nós já sabemos que foi feita, sim, uma comunicação. Então, a partir de agora, a gente quer entender: quem foi comunicado? Essa pessoa passou a comunicação para todo o batalhão? Se sabiam que estavam naquela área, por que aconteceu isso tudo? — questiona. Câmeras corporais e armas sob perícia A ocorrência foi registrada na manhã de domingo, na Rua Guilherme Moreira, na Freguesia. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, agentes do Bope abordavam um veículo quando policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) chegaram ao local. A hipótese apresentada pela corporação é de que, devido à baixa luminosidade, os agentes do batalhão de área tenham confundido a abordagem com uma ação criminosa e efetuado disparos contra os colegas. Ao todo, seis policiais militares foram baleados: cinco do Bope e um do 18º BPM. Gláucio foi levado ao…
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