Família de mulher vítima de feminicídio diz viver com medo após soltura de ex-companheiro réu
Destaques29/10/2026 às 07:00
]]> Jane Cristina Montiel Gobatto e Milton Gobatto Arquivo pessoal Mais de um ano após o assassinato de Jane Cristina Montiel Gobatto, 54 anos, familiares da vítima afirmam viver sob constante clima de medo e sensação de impunidade em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O motivo é a soltura do ex-marido dela, Milton Gobatto, réu pelo crime de feminicídio. "O dia que me lembro e quero ver ela, eu quase morro. Muito triste, nem sei como estou viva. Ele matou ela, matou todos nós também", desabafa Eva Franco, 74 anos, mãe da vítima. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Milton não utiliza tornozeleira eletrônica, mas cumpre medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário, como a proibição de se mudar do município e a obrigação de apresentar relatórios periódicos de tratamento psiquiátrico. O que é feminicídio? O crime A secretária e também atendente de caixa Jane Cristina foi assassinada no dia 18 de abril de 2025. Era Sexta-feira Santa e ela tinha ido à casa de Milton, com quem foi casada por 30 anos, para preparar o peixe para o almoço. Mesmo separada, ela continuava frequentando a casa do ex-companheiro para ficar próxima do filho, que, após a separação do casal, decidiu continuar morando com o pai. Após a refeição, Jane Cristina teria decidido descansar no quarto do filho e, enquanto dormia, teria sido assassinada, segundo as investigações. "Eu penso noite e dia. A noite que eu não durmo, eu deito e amanheço olhando para cima. Eu não entendo. Por que ele fez isso?", indaga a mãe. "Era o genro que eu mais queria bem, nunca imaginei na minha vida que ele fosse fazer uma crueldade dessa", acrescenta Eva. Vera Montiel, de 53 anos, uma das irmãs da vítima, disse que a família se sente injustiçada. "Ele está solto, vivendo a vida melhor do que qualquer um. A gente não consegue ter a vida da gente como era antes. A gente não faz mais nada, reúne a família, faz um aniversário, é muito triste e é injustiça para nós", desabafa Vera. Advogada relaciona crime a questão patrimonial A advogada Vanessa Dal Ponte, contratada pela família da vítima para atuar no caso, afirma que "uma questão patrimonial" deixava o réu perturbado. A família luta para que Milton Gobatto volte à…
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