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Jovem Rio News

Expansão dos cursos de Medicina amplia acesso e leva formação ao interior

inicio 24/09/2026 às 20:43
Expansão dos cursos de Medicina amplia acesso e leva formação ao interior
]]> Alunos da FAMEU em contato com o público: medicina humanizada para o futuro Divulgação A expansão dos cursos de Medicina no Brasil tem mudado não apenas o número de médicos disponíveis, mas também o mapa da formação desses profissionais. Em Uberlândia, a Faculdade de Medicina de Uberlândia (FAMEU), integrante da UNIFATRA, é um exemplo desse movimento: estudantes que chegaram à etapa de internato já começaram a atuar em unidades públicas de saúde da cidade, e também de Monte Carmelo, em Minas Gerais, e Catalão, em Goiás. A experiência mostra que os efeitos da abertura de uma escola médica podem começar antes mesmo da formatura. Durante o internato, os estudantes passam a integrar a rotina dos serviços de saúde sob supervisão, ao mesmo tempo em que aprofundam a formação prática e entram em contato direto com as necessidades da população. Mas esse impacto na vida das pessoas começa ainda antes, com o estágio. O movimento de interiorização da Medicina ocorre em um momento em que o Brasil discute como ampliar o acesso à formação médica sem comprometer a qualidade dos profissionais. A Demografia Médica 2025 mostra a dimensão da transformação ocorrida nas últimas duas décadas. O número de cursos de Medicina passou de 143, em 2004, para 448 em 2024. As vagas saíram de 13.820 para 48.491 no mesmo período. As instituições privadas respondem hoje pela maior parte da oferta de vagas, o que tornou sua participação primordial no acesso do brasileiro ao atendimento médico de qualidade no futuro. Gestores do ensino superior defendem que a expansão é necessária diante do envelhecimento da população e da necessidade de distribuir médicos por diferentes regiões do país. Para João Gonçalves, reitor da UNIFATRA, a experiência da FAMEU demonstra que a contribuição de uma faculdade de Medicina para a rede de saúde não precisa esperar a chegada dos primeiros formandos ao mercado. “Nós já impactamos a saúde pública agora. É atendimento de qualidade, com estudantes em aprendizado e acompanhados por profissionais já formados, entregando escuta importante, conexão com o paciente e apoio ao sistema público. É um impacto positivo imediato para a sociedade”, afirma. Mais médicos para uma…
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