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Execução por fuzilamento pode ser 'prolongado espetáculo de tortura', dizem especialistas

Rio de Janeiro 10/10/2026 às 12:06
Execução por fuzilamento pode ser 'prolongado espetáculo de tortura', dizem especialistas
]]> A execução de Nidal Hasan, um ex-major do Exército americano que massacrou 13 pessoas numa base militar no Texas, programada para 3 de dezembro — e que poderia ser transmitida publicamente, segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth — pode se transformar num "prolongado espetáculo de tortura", de acordo com especialistas. Em vez de morte instantânea, Hasan pode morrer de hemorragia diante de milhões de pessoas caso as balas não atinjam seu coração. Nidal Hasan matou três militares em base militar do Texas em 2009 AFP Especialistas em pena de morte expuseram a realidade aterrorizante dos fuzilamentos, alertando que balas fora do alvo, disparos malfeitos e falhas humanas podem submeter os prisioneiros a uma morte agonizante. A polêmica surge poucos dias depois de a condenada Christa Pike, de 50 anos, ter sobrevivido a duas doses de injeção letal no Tennessee, que alimentou a discussão sobre a crueldade dos métodos usados para a aplicação da pena capital nos EUA. A possibilidade de transmissão de uma execução desencadeou uma intensa discussão sobre se os EUA estariam levando a pena capital de volta à sua era mais sombria. Condenada à pena de morte, Christa Pike sobreviveu a duas injeções letais; estado americano cancelou outra execução após episódio Tennessee Department of Correction/AFP Maya Foa, uma importante pesquisadora sobre pena de morte da organização Reprieve, afirmou ao "Sun" que o fuzilamento é uma "execução extremamente brutal e sangrenta por sua própria natureza". "Se as balas não atingirem o coração, a situação pode ser extraordinariamente brutal, e o prisioneiro pode sofrer uma morte extremamente prolongada e agonizante. No caso de um pelotão de fuzilamento, a brutalidade é explícita", acrescentou ela. Os riscos ficaram evidentes em abril do ano passado, quando o assassino Mikal Deen Mahdi foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul. Três atiradores receberam instruções para disparar contra um alvo posicionado sobre o coração dele. Contudo, uma autópsia posterior identificou apenas dois ferimentos de entrada, sendo que nenhum deles atingiu o órgão pretendido. Em vez disso, as balas perfuraram o fígado e outros órgãos internos,…
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