Ex-motoboy, cantor Fabinho visita o Morro da Mangueira e inspira jovens: 'Nem sempre a oportunidade aparece pronta'
Rio de Janeiro06/11/2026 às 00:59
]]> O cantor Fabinho, um dos destaques da nova geração do pagode, subiu o Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quinta-feira, 5, para um encontro com jovens do CAMP Mangueira. Primeiro convidado da programação do Mês da Consciência Negra, que tem como tema “Representatividade Abre Caminhos”, o artista compartilhou sua trajetória em um bate-papo sobre sonhos, trabalho e oportunidades. De origem humilde, Fabinho trabalhou como office boy e motoboy antes de conquistar seu espaço na música. Entre as entregas, os compromissos com a família e as apresentações em rodas de samba de Niterói e São Gonçalo, ele manteve vivo o sonho de se tornar cantor. “Eu sei o que é chegar cansado do trabalho e ainda encontrar forças para correr atrás de um sonho. Fui office boy e motoboy. Saía cedo de casa e voltava à tarde para cuidar da minha filha enquanto minha esposa ia trabalhar. Quando ela chegava, à noite, era a minha vez de sair novamente para tocar em bares, festas e restaurantes. Era uma rotina puxada, mas eu tinha uma família para cuidar e um sonho que não queria abandonar. Tenho muito orgulho dessa história. As dificuldades me fortaleceram, me ensinaram a olhar para o outro com mais compreensão e a dar valor a cada conquista. No pouco ou no muito, sempre encontro motivos para agradecer”, contou Fabinho. Cantor Fabinho vai ao Morro da Mangueira e palestra para jovens da comunidad Divulgação: Gato Mole Fotografias/ Palmer Assessoria de Comunicação Hoje, o artista reúne milhares de pessoas em shows pelo país e nas edições de sua label, o Pagobinho, além de somar mais de 1,5 milhão de ouvintes mensais no Spotify. Com músicas nas rádios de todo o Brasil, o cantor destacou a importância de oferecer condições para que os jovens desenvolvam seus talentos e construam o próprio futuro. “Nem sempre a oportunidade aparece pronta. Às vezes, a gente precisa dar o primeiro passo, aprender alguma coisa nova, procurar ajuda e ir construindo o próprio caminho. Foi assim comigo: eu fazia o que estava ao meu alcance para continuar na música, mesmo sem saber quando as coisas iam acontecer. Ter apoio faz diferença, e é por isso que o trabalho do CAMP Mangueira é tão…
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