Ex-lutador do UFC é baleado três vezes durante missão armada na República Democrática do Congo
Rio de Janeiro11/10/2026 às 13:53
]]> Tim Kennedy, ex-lutador de peso-médio do UFC e ex-integrante do Exército dos EUA, foi baleado três vezes durante uma missão como prestador de serviços privados na República Democrática do Congo. Segundo a agência de notícias Reuters, o ex-integrante das Forças Especiais (Boinas-Verdes) fazia parte de uma equipe de operações recrutada pela Vectus Global para um trabalho no país africano, assolado por conflitos. A Vectus Global, fundada por Erik Prince — proprietário da empresa militar privada Blackwater —, estaria "trabalhando em uma operação para proteger receitas de mineração, combater o contrabando e arrecadar impostos para o governo congolês". Em 17 de setembro, o grupo armado teria sido alvo de uma emboscada que deixou 20 pessoas feridas ou mortas na província de Kivu do Sul. O governo congolês acredita que a emboscada foi orquestrada por forças rebeldes apoiadas pela vizinha Ruanda. Kennedy, de 47 anos, sobreviveu ao incidente, no qual foi atingido por três tiros nas pernas. Ele foi transportado de volta para os EUA e se encontra em estado estável no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, em Bethesda (Maryland). O conflito A República Democrática do Congo (antigo Zaire) enfrenta uma grave crise humanitária e um conflito armado concentrado no leste do país, impulsionado pelo avanço do grupo rebelde M23, integrado por uma coalizão congolesa e apoiado por milhares de soldados ruandeses, tomou o controle de áreas estratégicas no leste congolês, incluindo a cidade de Goma e partes de Kivu do Norte e Kivu do Sul. O conflito prolongado já gerou milhões de deslocados internos e centenas de milhares de novos refugiados na região dos Kivu, agravando a escassez de alimentos e o risco de violência contra civis. O governo da República Democrática do Congo cortou relações diplomáticas com Ruanda e acusa o país vizinho de violação de fronteiras e ocupação territorial
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