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Ex-funcionária de cartório é presa suspeita de desviar quase R$ 400 mil em Trajano de Moraes

Destaques 05/11/2026 às 16:18
Ex-funcionária de cartório é presa suspeita de desviar quase R$ 400 mil em Trajano de Moraes
]]> MP e Polícia em operação em Trajano de Moraes Ministério Público Uma ex-funcionária do Cartório do Ofício Único de Trajano de Moraes, na Região Serrana do Rio, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (5), suspeita de falsificar escrituras e registros de imóveis e desviar quase R$ 400 mil da serventia. Até o momento foram identificadas nove vítimas. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a mulher, que não teve o nome divulgado, teria utilizado as funções que exercia no cartório para produzir documentos falsos e transferir dinheiro pago por usuários para contas pessoais. A Justiça decretou a prisão preventiva ao considerar a possibilidade de reiteração das irregularidades e o risco de novas práticas criminosas. Segundo o MPRJ, mesmo após seu desligamento definitivo do cartório, em dezembro de 2024, a mulher teria continuado a receber pagamentos de usuários, apresentando-se como funcionária da unidade. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 A investigação começou após a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) identificar irregularidades no cartório. Em maio deste ano, segundo o MPRJ, durante uma operação de busca e apreensão na casa da investigada, foram encontrados documentos cartorários, incluindo folhas do Livro de Notas nº 77, que estava desaparecido, além de um caderno com anotações de acesso a sistemas e contas bancárias. De acordo com a denúncia, a ex-funcionária produzia escrituras e registros imobiliários com aparência de autenticidade, utilizando indevidamente selos de fiscalização. As pessoas que procuravam o cartório para regularizar imóveis pagavam pelos serviços mas, segundo o Ministério Público, recebiam documentos que, em alguns casos, não correspondiam a registros oficiais. As investigações identificaram duas formas de desvio. Uma conta bancária paralela, aberta em nome do cartório e controlada pela investigada, teria sido utilizada para receber pagamentos de clientes e transferir os valores para contas pessoais. Nesse esquema, foram identificados R$ 115,3 mil em 59 operações. Outros R$ 280,9 mil teriam sido retirados diretamente das contas…
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