Ex-chefe de delegacia antidrogas na fronteira é alvo em operação que apura desvio de drogas apreendidas em MS
Destaques05/11/2026 às 14:13
]]> PIX, blindagem e sistemas de inteligência: como policiais suspeitos estruturaram desvio de O delegado Guilherme Scucuglia Cezar, ex-chefe da unidade policial responsável pelo combate aos crimes na fronteira de Mato Grosso do Sul, foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (5). Ele é um dos investigados na Operação Infiltrados II, que apura um esquema de desvio de cocaína apreendida pela própria polícia para abastecer o tráfico de drogas. Após prisão de delegado, nova fase de operação investiga 9 policiais por desvio de drogas apreendidas em MS Infiltrados: delegado e outros 7 policiais são afastados após prisões em operação que investiga desvio de cocaína em MS Guilherme comandou a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), unidade onde, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), policiais teriam desviado drogas entre junho de 2025 e maio de 2026. O g1 tentou contato com o delegado e com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e tem nove policiais civis entre os alvos. Ao todo, são quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, além de Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná. O Ministério Público não divulgou os nomes dos nove policiais civis alvos da Operação Infiltrados II, nem informou quais deles tiveram a prisão preventiva decretada. Segundo o MPMS, os policiais são suspeitos de retirar drogas durante as apreensões, diretamente do depósito da delegacia ou enquanto eram transportadas para incineração. Depois, os entorpecentes eram entregues a traficantes, responsáveis por colocá-los novamente no mercado ilegal. Em um dos episódios investigados, ocorrido em setembro de 2025, mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ser destruídos teriam sido desviados. O Ministério Público não detalhou qual teria sido a participação de Guilherme no esquema. Até o momento, há confirmação apenas…
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