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Europa identifica laboratórios clandestinos para refino de cocaína em escala industrial e alerta sobre nova dinâmica do narcotráfico

Destaques 11/10/2026 às 08:00
Europa identifica laboratórios clandestinos para refino de cocaína em escala industrial e alerta sobre nova dinâmica do narcotráfico
]]> PF monitora nova dinâmica do tráfico de cocaína Autoridades brasileiras têm sido alertadas nos últimos meses por investigadores e agências da Europa sobre uma mudança na dinâmica do tráfico internacional de cocaína a partir do Brasil: organizações criminosas transnacionais, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), têm enviado ao continente a droga em pasta-base ou ocultada quimicamente em materiais para exportação, para que a etapa final de extração seja feita em laboratórios clandestinos em território europeu e a cocaína refinada, pronta para consumo, seja vendida. Assim, a Europa deixou de ser apenas um grande mercado consumidor e tem assumido papel cada vez mais relevante no processamento da droga. A informação consta em investigações da Polícia Federal e relatórios da Agência da União Europeia sobre Drogas (EUDA), e foi compartilhada em reuniões internacionais sobre novas dinâmicas do crime organizado. Em 2024, países da União Europeia desmantelaram pelo menos 42 laboratórios usados no processamento de cocaína em pó, 23,5% a mais do que em 2023. Segundo a EUDA, as apreensões de pasta-base destinadas à Europa têm alcançado médias superiores a 700 quilos por operação, o que indica uma atividade em escala industrial. Holanda, Bélgica, Espanha e Portugal concentram boa parte dos laboratórios para refino da cocaína, enquanto os portos de Antuérpia (Bélgica) e Roterdã (Holanda) seguem como as principais portas de entrada da droga na União Europeia. No ano passado, agentes da Guarda Civil, em conjunto com a Europol e a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), apreenderam 21 tambores de produtos químicos usados na extração e processamento de cocaína em um laboratório clandestino nos arredores de Madri. Entre os presos estavam espanhóis e um colombiano, suspeitos de importar toneladas de cocaína e folhas de coca da América do Sul para a Espanha. O grupo fretava veleiros para levar a droga e recrutar jovens com experiência marítima e sem antecedentes criminais. Infográfico: Rotina 'industrial' de cocaína na Europa Arte/GloboNews Em Portugal, a Operação Pacoba foi considerada uma das principais ações nos últimos anos na Europa. Os agentes estouraram um…
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