EUA cogitam usar a 'mãe de todas as bombas' contra o Irã
Rio de Janeiro15/10/2026 às 11:23
]]> As Forças Armadas dos EUA elaboraram planos de ataque que poderiam incluir o lançamento da "mãe de todas as bombas" contra a infraestrutura energética e alvos nucleares do Irã, caso Donald Trump autorize novas ofensivas contra o regime islâmico. A bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB) — o maior explosivo não nuclear já detonado pelos EUA em combate — não é utilizada desde 2017, quando foi lançada contra um complexo de cavernas e túneis do Estado Islâmico em Nangarhar (Afeganistão). Seu uso representaria uma escalada significativa no conflito entre Washington e Teerã, que já dura sete meses e meio. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (15/10) pela CNN, que cita uma fonte, Trump teria ordenado ao alto comando militar que preparasse planos de ataque contra o Irã — abrangendo, inclusive, grande parte da infraestrutura energética do país — e tais operações poderiam envolver o uso da MOAB. MOAB, a 'mãe de todas as bombas' AFP O poder explosivo da MOAB só perde para uma bomba nuclear, como as usadas no Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A MOAB é uma bomba de 9,8 toneladas, o que é equivalente à potência de 11 toneladas de TNT. No entanto, está muito longe de causar o tipo de destruição provocado por bombas atômicas. A bomba mede 9 metros e geralmente é carregada por um avião Hércules MC-130, que a libera com a ajuda de um paraquedas. O GPS serve de guia até o alvo. A arma foi desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA. Ela foi testada pela primeira vez em 2003, na Flórida, enquanto os EUA realizavam operações no Iraque e no Afeganistão em decorrência dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
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