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'Eu tinha a sensação de que ia morrer': sobreviventes relatam impacto da epidemia de ebola no Congo

Destaques 30/09/2026 às 07:00
'Eu tinha a sensação de que ia morrer': sobreviventes relatam impacto da epidemia de ebola no Congo
]]> Fantástico mostra o sofrimento em torno do surto de ebola que matou quase 4 mil em 4 meses A epidemia de ebola que avança na República Democrática do Congo já deixou milhares de mortos e uma legião de sobreviventes marcados por perdas, traumas e lembranças difíceis. Em meio ao maior surto já registrado no país, pacientes que conseguiram vencer a doença agora ajudam a cuidar de outras vítimas e relatam os desafios enfrentados durante e após a infecção. Entre eles está uma estudante de medicina que contraiu o vírus, ficou internada e hoje trabalha com crianças afetadas pela doença. Ela lembra do medo vivido durante o tratamento. "Eu fiquei apavorada durante a minha internação. Eu tinha a sensação de que ia morrer a qualquer momento. Eu vi outras pessoas morrendo e isso traumatiza", afirmou. Após receber alta, ela decidiu permanecer em uma creche que acolhe crianças vítimas do ebola. Segundo a estudante, o trabalho se tornou uma forma de ajudar pessoas que enfrentam o mesmo sofrimento que ela viveu. "Eu gosto muito de ficar com as crianças porque eu adoro pediatria. Amo cuidar deles, vê-los sorrir. Não é fácil perder a mãe tão novinho, ficar sem ninguém e ter que se adaptar a alguém desconhecido", disse. Fantástico acompanha combate ao ebola, que avança em meio a crise humanitária na República Democrática do Congo Epidemia de ebola na República Democrática do Congo matou quase 4 mil pessoas desde maio Reprodução/TV Globo De paciente a cuidador Outro sobrevivente acompanhou a reportagem após perder 12 parentes para a doença. Ele contou que procurou ajuda médica logo após apresentar sintomas, recebeu resultado positivo para ebola e iniciou o tratamento imediatamente. "Eu logo fui atendido e o teste deu positivo. O tratamento começou imediatamente, mesmo sabendo que era Ebola, isso me tranquilizou", relatou. Depois da recuperação, ele passou a atuar ao lado das equipes médicas nos centros de tratamento. Por ter desenvolvido imunidade ao vírus, ajuda no cuidado de pacientes e reduz a exposição de profissionais de saúde ao risco de contaminação. Epidemia de ebola na República Democrática do Congo: saiba como ajudar Centenas de órfãos As consequências da epidemia vão…
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