Estudante de medicina da Ufac honra pai zelador e segue sonho no curso após luto: ‘Sempre acreditou em mim’
Destaques27/09/2026 às 21:21
]]> Estudante de medicina da Ufac honra pai zelador e segue sonho no curso após luto “Eu falo que ele é o grande amor da minha vida, porque sem ele eu não teria todo o apoio de poder chegar até aqui. Ele sempre foi um grande apoio, sempre acreditou em mim desde criança”. Foi assim que Thainá Araújo Barros relembrou, em um vídeo publicado nas redes sociais, o pai de criação Raimundo Carrilho, enquanto tenta seguir a trajetória que os dois sonharam acompanhar juntos. Aos 21 anos, a estudante está no 6º período de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), na metade de uma formação que começou a construir ainda na infância. (Assista acima) Raimundo morreu no dia 2 deste mês, aos 80 anos, devido a complicações de um quadro de pneumonia. Em 2023, quando Thainá tinha 18 anos e acabava de conquistar uma vaga em Medicina, o zelador aposentado comemorou a aprovação e dizia que queria vê-la formada. O g1 contou a história de ambos na época. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Agora, ela precisa concluir os três anos que ainda faltam sem a presença física dele. “A caminhada agora segue muito mais difícil pois não terei presencialmente ele para vivermos as alegrias que tanto almejamos, porém sei que dei muito orgulho para ele em vida, e até hoje tenho um amor incondicional por toda nossa trajetória. Não será fácil pois momentos difíceis virão, então pretendo ter forças pelo nosso sonho que ainda permanece vivo e respeito pela nossa história", destacou em entrevista ao g1. Thainá ao lado dos avós, que tem como pais, em formatura no ensino méd Arquivo pessoal Raimundo começou a trabalhar na roça aos oito anos e estudou apenas quatro. Já em Rio Branco, trabalhou como zelador do Mercado do bairro Seis de Agosto até se aposentar. Embora não tenha tido oportunidades de estudo, fez do incentivo à educação da filha uma prioridade. Thainá contou que, desde criança, ele buscava livros para ela na biblioteca da escola e fazia o esforço que podia para ajudá-la nos estudos. “Mesmo com a simplicidade dele em não ter tido oportunidades nos estudos quando era criança, ele não quis que fosse o mesmo comigo. A minha infância inteira ele sempre fez o esforço que podia para me…
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