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Estudante da CDD viralizou após ter valor do Pé-de-Meia furtado; conheça as histórias beneficiários do programa

Rio de Janeiro 01/11/2026 às 08:00
Estudante da CDD viralizou após ter valor do Pé-de-Meia furtado; conheça as histórias beneficiários do programa
]]> Letícia Félix tem 17 anos, mora na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, e está no segundo ano do ensino médio. Há poucas semanas, ela conseguiu mais de 11 mil seguidores no Instagram depois de contar, numa entrevista que bombou na internet, que foi furtada dentro de um BRT e ficou sem parte do dinheiro do Pé-de-Meia, o benefício do governo federal que ajuda alunos de baixa renda da escola pública a continuarem estudando. De onde vem o nome de favelas do Rio? Especialistas contam as histórias do Vidigal, Rio das Pedras e Maré Entenda: Fundo federal vai levar internet 5G a favelas e bairros de periferias em oito estados A jovem já contava com o apoio financeiro havia um ano. — No caso, eu comecei a usar o Pé-de-Meia ano passado. Antes eu não sabia usar, foi dali que eu comecei a aprender — conta a estudante. — Você sai do terceiro ano já com um caminho a seguir. Sobre o que pretende fazer com o restante do dinheiro, Letícia é direta: quer guardar para cursar Administração, mas também reconhece a importância de ter uma reserva. — Eu tenho um sonho de fazer Administração. Quero juntar dinheiro para isso. Mas também guardo uma parte, porque vou iniciar a vida adulta, e é bom ter uma reserva — diz. Considerando o programa como um todo, mais de 310 mil estudantes no Estado do Rio estão contemplados neste ano, segundo o Ministério da Educação (MEC), responsável pelo pagamento do benefício. É mais gente do que o total de moradores das cidades de Petrópolis, Volta Redonda e Macaé. E muitos podem se perguntar: afinal, quem são esses estudantes? No Rio, a maioria é formada por jovens negros (70,41%), meninas (51,65%), entre 16 e 18 anos. Gente como Letícia, Kamilly e Ricardo, três beneficiários que a coluna Corre de Cria ouviu para entender o que o benefício representa no dia a dia de quem mora na Baixada Fluminense e em comunidades da capital. Kamilly Belisário estudando em casa Arquivo pessoal "Muitas vezes eu peguei o dinheiro do Pé-de-Meia e comprei coisas que precisava para casa. Duzentos reais no fim do mês faz bastante coisa. Isso me dá uma segurança financeira e tira aquela agonia de não saber se vou ter dinheiro para ajudar em casa ou comprar material de…
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