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'Estou deformada': pacientes relatam sequelas físicas e emocionais após cirurgias estéticas em clínica investigada no Rio

Destaques 21/10/2026 às 06:00
'Estou deformada': pacientes relatam sequelas físicas e emocionais após cirurgias estéticas em clínica investigada no Rio
]]> Polícia investiga mortes e denúncias em clínica de cirurgias plásticas no RJ Enquanto a Polícia Civil apura a morte de três mulheres e suspeitas de irregularidades em cirurgias estéticas realizadas em uma clínica da Zona Sul do Rio de Janeiro, dezenas de pacientes afirmam conviver até hoje com sequelas físicas e emocionais causadas pelos procedimentos. O inquérito reúne relatos de mulheres que sofreram infecções, necroses, deformidades e complicações graves após passarem pela unidade. Uma delas é a professora Adriane. O que deveria ser uma cirurgia estética no abdômen terminou com uma infecção severa e a perda de parte dos tecidos da barriga. Ela conta que voltou à clínica após perceber que algo estava errado e recebeu a informação de que a situação era normal. Com o passar dos dias, porém, a região operada começou a escurecer. "Quando tiraram os curativos, começou a sair pele. A minha pele começou a sair. Falaram que era normal. Depois começou a ficar preta", relatou. Mais tarde, segundo ela, descobriu que o profissional envolvido no procedimento não era habilitado como cirurgião plástico. "Estou deformada. Eu não tenho barriga. Não tenho coragem de botar minha barriga para fora, não tenho coragem de me olhar no espelho. Eu poderia estar na estatística. Eu sobrevivi", disse. 'Todas foram cobaias': clínica no Rio é investigada por mortes e mutilações em cirurgias plásticas Pacientes relatam sequelas e deformidades após cirurgias em clínica investigada no Rio Reprodução/TV Globo Cicatrizes e suspeita de mais de um profissional na mesma cirurgia Outra paciente, Gisele, afirma que procurou a clínica para retirar glândulas de gordura localizadas abaixo dos braços. O resultado, segundo ela, foi uma série de cicatrizes que carrega até hoje. Ao analisar as marcas deixadas pelo procedimento, a paciente passou a acreditar que mais de uma pessoa participou da cirurgia. "A costura parecia que eu estava num açougue. Tenho certeza absoluta de que foram duas pessoas diferentes. Uma axila tem um corte e um tipo de ponto; a outra tem um corte completamente diferente", afirmou. A suspeita ganhou relevância porque um dos focos da investigação policial é justamente apurar se…
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