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Esquema que desviou milhões da saúde no Ceará usava mais de 80 empresas fantasmas e 'bunker' de dinheiro vivo, aponta PF

Destaques 10/10/2026 às 18:03
Esquema que desviou milhões da saúde no Ceará usava mais de 80 empresas fantasmas e 'bunker' de dinheiro vivo, aponta PF
]]> Foram cumpridos mandados nas cidades de Fortaleza/CE, Caucaia/CE, Eusébio/CE, Tauá/CE e Campina Grande/PB. Divulgação/PF Por trás dos desvios milionários na saúde pública do Ceará, uma organização criminosa operava com mais de 80 empresas fictícias e mantinha um "bunker" para gerir dinheiro vivo dentro da Cooperativa de Trabalho de Atendimento Pré e Hospitalar (Coaph). O funcionamento do esquema consta na decisão da Justiça Federal, obtida pela reportagem, sobre a Operação Coaptação, deflagrada nesta semana. A investigação identificou que apenas quatro das mais de 80 empresas de fachada foram utilizadas para desviar cerca de R$ 20 milhões em apenas 100 dias. São elas: Blue Stel Reformas e Manutenção Ltda. New Consultoria e Assessoria Ltda. L&R Assessoria e Consultoria Ltda. Serf Serviços de Locação de Veículos em Geral Ltda. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Diante desse ritmo, os investigadores estimam que a rede completa de empresas fantasmas possa ter drenado centenas de milhões de reais dos recursos destinados à saúde pública do Ceará nos últimos anos. Cinco pessoas ligadas à Coaph foram presas na última quinta-feira (8). Segundo a PF, o esquema usava as empresas de fachada e documentos falsos para firmar contratos com municípios e desviar parte dos recursos federais. Entenda: por ser uma cooperativa, a Coaph não poderia ter lucro. Segundo a investigação, empresas de fachada eram usadas para fechar contratos com prefeituras e emitir notas fiscais de serviços que não tinham condições de realizar. Assim, o esquema teria permitido desviar dinheiro público destinado à saúde. PF investiga esquema suspeito de desvios milionários em recursos da saúde no CE e PB A investigação apura crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. A Coaph afirma que a operação também envolve outras empresas do setor e que é necessário "preservar uma instituição que presta serviços essenciais à saúde". (Veja o posicionamento completo abaixo) ➡️ Entenda como funcionava o esquema criminoso O "bunker" e a rota do dinheiro vivo Para apagar os rastros do dinheiro público e pagar propinas a agentes públicos e políticos, o grupo adotou a movimentação…
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