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Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

Destaques 30/09/2026 às 07:00
Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima
]]> Pesquisadores do Laboratório de Imunologia e Toxinologia da Unesp encontraram em Roraima duas novas espécies de escorpiões até então desconhecidas pela Ciência e as batizaram com os nomes de Cayooca puchus e Brotheas cernii Arquivo pessoal Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultravioleta. De repente, pequenos animais começam a brilhar diante dos seus olhos. Foi durante essas buscas que nós pesquisadores do Laboratório de Imunologia e Toxinologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) encontramos duas espécies de escorpiões desconhecidas pela Ciência. Os animais vivem na base de um inselberg, uma elevação rochosa isolada. O local fica na região da Cachoeira do Evandro, em Mucajaí, Roraima. As espécies foram nomeadas Cayooca puchus e Brotheas cernii. A descrição científica foi publicada em 6 de junho de 2026, na revista Diversity e também noticiada recentemente pelo portal G1/Roraima. Escorpião sob luz ultravioleta, recurso usado pelos pesquisadores para localizar esses animais durante as buscas noturnas Guilherme Melo dos Santos / Equipe do AT-Biota/FAPESP Agora no g1 Descobrir uma espécie não acontece de uma hora para outra Nós acompanhamos expedições e coletas realizadas na região ao longo de vários anos. O trabalho reuniu exemplares de diferentes idades e sexos. Em outubro de 2022, utilizamos lanternas ultravioleta para localizar escorpiões durante a noite. Essa técnica funciona porque o corpo dos escorpiões fluoresce sob luz ultravioleta. Nós comparamos os exemplares com espécies conhecidas e analisamos diferentes características morfológicas. Observamos tamanho, coloração, granulação corporal e estruturas usadas na identificação taxonômica. Especialistas de diferentes instituições avaliaram essas características e revisaram a identificação das espécies. Participaram pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Instituto Butantan e Universidade Nacional Autônoma do México. As análises morfológicas permitiram distinguir os exemplares de espécies próximas já conhecidas. Esse conjunto de evidências sustentou a descrição das duas espécies como…
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