Entre figuras notáveis e pessoas comuns, cemitério mais antigo de Rio Branco guarda mais de 1 século de histórias
Destaques02/11/2026 às 09:00
]]> São João Batista: Confira a história do cemitério mais antigo de Rio Branco Em meio a túmulos, mausoléus, esculturas e homenagens, o Cemitério São João Batista, em Rio Branco, guarda muito mais do que a memória de quem já morreu. O espaço, considerado o mais antigo e o maior da capital acreana, também preserva parte da história de uma cidade que cresceu ao redor dele. São gerações de moradores, personagens conhecidos e pessoas comuns que tiveram suas trajetórias registradas entre as sepulturas. Nesta segunda-feira (2), Dia de Finados, quando milhares de pessoas visitam cemitérios para prestar homenagens a familiares e amigos, o São João Batista, localizado no bairro Dom Giocondo, também pode ser observado por outra perspectiva: a de um lugar que ajuda a contar como Rio Branco se formou, se organizou e se transformou ao longo do tempo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Segundo dados da Prefeitura de Rio Branco fornecidos ao g1, o cemitério reúne cerca de 15 mil sepulturas e pelo menos 80 mil pessoas sepultadas. Embora não exista um registro documental definitivo sobre a idade exata do espaço, sua oficialização é apontada em pesquisas históricas como tendo ocorrido em 1909, durante a administração de Gabino Besouro, então prefeito do Departamento do Alto Acre. Cemitério São João Batista, em Rio Branco, guarda 1 século de histórias Marcos Araújo/Secom A historiadora e professora Poliana Melo, que dedicou sua pesquisa de mestrado à história do cemitério, explicou em entrevista ao g1 que a criação do espaço está diretamente relacionada às transformações urbanas que marcaram o fim do século XIX e o início do século XX. Naquele período, cidades brasileiras passavam por mudanças na organização dos espaços públicos. Questões sanitárias, controle de doenças, circulação de ar e planejamento urbano começaram a ganhar importância nas decisões administrativas. Os cemitérios também entraram nesse processo, com a transferência gradual de sua administração para o poder público. Em Rio Branco, a lógica era semelhante. "O discurso oficial seguia a lógica de modernizar a então vila Rio Branco para transformá-la em cidade. Nesse sentido, a criação de um…
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