Entenda tradição de dar doces no Dia de Cosme e Damião e conheça o trigêmeo pouco lembrado da festa
Destaques26/09/2026 às 15:15
]]> Entenda tradição de dar doces no Dia de Cosme e Damião Todo mês de setembro, uma cena se repete pelas ruas: crianças à espera de sacolinhas coloridas, balas, pirulitos, bolos e outras guloseimas distribuídas em nome de Cosme e Damião. Para algumas famílias, é uma lembrança de infância. Para outras, uma promessa religiosa. Para muitas, simplesmente uma tradição que atravessa gerações. A prática brasileira reúne elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana. No calendário católico atual, a memória de São Cosme e São Damião é celebrada em 26 de setembro, neste sábado (26). No Brasil, porém, a festa popular continua fortemente associada ao dia 27, quando terreiros e devotos de diferentes tradições costumam distribuir doces às crianças. Mas, o doce entregue às crianças carrega uma história que vai muito além da bala. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Fiéis louvam a São Cosme e Damião Egi Santana/G1 Cosme e Damião, na tradição cristã, são lembrados como irmãos gêmeos que exerciam a medicina e cuidavam dos doentes. No Brasil, a devoção aos santos se encontrou com tradições religiosas de origem africana e eles passaram a ser associados aos Ibeji, divindades gêmeas ligadas à infância. É nesse encontro que aparece uma figura menos conhecida: Doum. 🔍 Ibejis e Erês são figuras ligadas à infância nas religiões de matriz africana. Os Ibejis são divindades associadas aos gêmeos e à proteção das crianças, enquanto os Erês representam a energia infantil e a alegria, sendo associados à pureza, espontaneidade e brincadeiras. Quem é Doum? Se Cosme e Damião são dois, quem é o terceiro? A resposta não está na história cristã dos santos. Doum surge em narrativas e práticas da religiosidade popular afro-brasileira e, em algumas tradições, aparece como a criança que acompanha os irmãos, formando uma presença tripla. Segundo Oloirê Costa, pesquisador das tradições de matriz africana pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e babalorixá (função de sacerdote supremo de um terreiro de religiões de matriz afro-brasileira), Doum ocupa um lugar próprio dentro desse universo religioso. O pesquisador explica que, em diferentes narrativas, ele…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.