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Entenda em 8 pontos a decisão do BC de interromper os cortes de juros, mantendo Selic em 13,75% ao ano

Rio de Janeiro 05/11/2026 às 10:25
Entenda em 8 pontos a decisão do BC de interromper os cortes de juros, mantendo Selic em 13,75% ao ano
]]> O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve ontem a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo a série de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual que começou em março. A decisão foi unânime e confirmou a aposta da maioria dos economistas. Foi a primeira reunião do comitê depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja o que o BC sinalizou no comunicado. 1. A 'calibragem' saiu do texto O BC passou a cortar juros depois de deixar a Selic em 15%, o patamar mais alto em quase 20 anos, por dez meses, de junho de 2025 a março de 2026. Nos comunicados anteriores, o Copom chamava esse movimento de “ciclo de calibração” e dizia que sua extensão total seria definida conforme novas informações. A expressão não aparece no texto desta quarta-feira. O comitê afirma que a decisão é compatível com levar a inflação “para o redor da meta” e descreve a Selic atual como “substancialmente contracionista”, ou seja, alta o bastante para frear a economia. Mesmo com a pausa, os juros estão no nível mais baixo desde março de 2025, quando a taxa era de 13,25%. 2. Inflação acima do teto O comitê registra que a inflação cheia e a média dos núcleos, medidas que excluem itens mais voláteis, aceleraram e ultrapassaram o limite superior da meta. O IPCA subiu 0,82% em setembro, e o acumulado em 12 meses foi a 4,58%. Em agosto, o índice havia registrado deflação de 0,32%, com acumulado de 4,22%. A meta é contínua, de 3%, com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo. O IPCA de outubro será divulgado em 12 de novembro. 3. Expectativas e projeção do BC pioraram Segundo o comunicado, as estimativas do mercado coletadas pelo boletim Focus subiram para 5,2% em 2026 e 4,8% em 2027. Na reunião de setembro, estavam em 4,9% e 4,3%. A projeção do próprio BC para o segundo trimestre de 2028, o atual horizonte relevante, passou para 3,5%. O horizonte relevante é o prazo em que uma mudança na Selic tem efeito pleno sobre a inflação. Em setembro, a projeção para o horizonte da época, o primeiro trimestre de 2028, era de 3,2%. O número pesa porque a conta usa a trajetória de juros esperada pelo mercado, que embute novos cortes: o Focus divulgado na…
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