'Embarcou se sentindo bem': pai relata dor por morte de adolescente em voo entre ES e SP e desespero com demora no socorro
Destaques08/11/2026 às 07:00
]]> Ramon Marchiori (à esquerda) falou sobre a morte do filho, Diogo Pompermayer Marchiori (à direita), de 13 anos, em voo entre o Espírito Santo e São Paulo. Acervo de família Amoroso e brincalhão: foi assim que o empresário Ramon Marchiori, de 48 anos, definiu o filho Diogo Pompermayer Marchiori. O adolescente morreu na quinta-feira (5), após sofrer uma parada cardíaca em voo que saiu do Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, com destino a Guarulhos, em São Paulo. Em entrevista exclusiva ao g1, Ramon disse que o filho era muito ligado à família. Aos 13 anos, tinha uma rotina que incluía a escola, as brincadeiras com o irmão mais novo, de 4 anos, e as viagens ao lado dos pais. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A relação com os familiares era uma das características mais lembradas pelo pai. Diogo era carinhoso com os pais e com o irmão caçula, com quem costumava brincar. Na escola, também era querido pelos colegas. “Era um menino muito agradável. Difícil mesmo era falar um palavrão”, contou. Paixão pelo Botafogo Torcedor do Botafogo, também compartilhava com o pai a paixão pelo futebol, contou o empresário. A paixão pelo Botafogo rendeu uma das lembranças mais especiais entre pai e filho. Os dois viajaram de ônibus até a Argentina, em 2024, para acompanhar a final da Libertadores, quando o time enfrentava o Atlético Mineiro e saiu campeão. “Foram três dias de estrada na ida e outros três na volta. A experiência ficou marcada na minha memória. Foi a maior alegria da minha vida e da dele também”, recordou. LEIA TAMBÉM: Técnica de enfermagem relata falhas em equipamentos usados no socorro a adolescente que morreu em voo de Vitória para SP Tratamento desde a infância O problema cardíaco era acompanhado desde os primeiros meses de vida. Segundo o pai, pouco depois de receber alta da maternidade, Diogo apresentou alterações na respiração e nos batimentos cardíacos. A família o levou para atendimento em Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul do estado, onde ele ficou internado por 20 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a internação, os exames identificaram uma infecção por bactéria hospitalar. Depois da alta, Diogo passou a fazer…
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