Em nome de Canella, PM negociou com o tráfico tirar barricadas em troca de reduzir operações, diz PF
Destaques15/10/2026 às 22:20
]]> Em nome de Canella, PM negociou com o tráfico tirar barricadas em troca de reduzir operações, diz PF As investigações da Polícia Federal que resultaram na prisão do deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), na 8ª fase da Operação Unha e Carne, apontaram que o político mantinha um acordo com lideranças do Comando Vermelho para remover barricadas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O intermediário do esquema, segundo a PF, era o capitão da PM Alessander Ribeiro Estrella Rosa, que foi preso em fevereiro por suspeita de negociar com traficantes. Ele não foi alvo da operação desta quinta-feira. De acordo com a investigação, a negociação funcionava assim: Alessander Ribeiro Estrela Rosa agia expressamente como canal de interlocução e intermediário de Márcio Canella com lideranças de cúpula do Comando Vermelho, incluindo Edgar Alves de Andrade, o Doca. Em troca, segundo a PF, a prefeitura e as forças de segurança garantiam menos operações policiais e a "subsequente devolução pacífica do pleno controle territorial aos integrantes do tráfico de entorpecentes" depois da retirada das barricadas. Meses antes, ele já era investigado por um suposto áudio atribuído a ele, em que estaria negociando a retirada das barricadas no município da Baixada. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia PM foi demitido; Órgão especial do TJ vai definir caso Estrella Rosa passou por uma demissão chamada ex- officio, que é o desligamento do oficial da ativa. Nas redes sociais, a corporação afirmou que o parecer teve como base o processo disciplinar feito após as acusações que levaram à sua prisão em 2025. "O Comando da Corporação entendeu que o referido policial não se enquadra nos critérios técnicos de comportamento e conduta necessários para a permanência nos quadros da SEPM", disse a PM no seu post. O parecer foi acolhido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SESP), que recomendou a perda do posto e da patente. Segundo a PM, o caso foi encaminhado ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. De acordo com a corporação, o policial está solto e lotado na subsecretaria de gestão de pessoas da PM. PM agia em nome de Canella, diz PF De…
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