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‘Ele sabia onde eu ia votar’: eleitora com medida protetiva muda local de votação em iniciativa inédita em SC

inicio 21/09/2026 às 17:21
‘Ele sabia onde eu ia votar’: eleitora com medida protetiva muda local de votação em iniciativa inédita em SC
]]> 35 mulheres com medida protetiva mudaram o local de votação em SC TV Globo/Reprodução O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) recebeu 35 pedidos de mulheres com medidas protetivas de urgência para transferir o local de votação nas eleições de 2026. A iniciativa foi oferecida pela primeira vez este ano para vítimas de violência doméstica. A mudança faz parte da Transferência Temporária de Eleitores (TTE), mecanismo que também permite o voto em trânsito. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Conheça os canais de denúncia e apoio às mulheres vítimas de violência doméstica em SC Uma das mulheres que solicitou a mudança foi ouvida pela NSC TV. Ela foi vítima de violência doméstica por parte do ex-marido durante anos. A identidade dela não será divulgada para preservá-la. "Eu vivia numa gaiola de ouro, né? Uma pessoa chegou pra mim e falou: 'tu já te olhaste no espelho? Se tu continuar assim, com ele, tu até o final do ano estás morta'. Aí eu: 'isso é verdade' . Eu arrumei a minha mala e disse: 'tô indo embora'. E aí fui." Ela conseguiu uma medida protetiva de urgência contra o ex-marido, mas relata que o medo continuou na rotina mesmo após a decisão da Justiça. Com a proximidade das eleições deste ano, surgiu uma nova preocupação: o ex-marido sabia onde ela votava. Para a eleitora, a mudança permite que ela vote sem medo de encontrar o ex-companheiro. "De eu pensar que eu ia votar naquele lugar e ele sabia onde é que eu ia votar. E ele ia ficar lá o dia inteiro pra me pegar, eu sei disso", contou. 'Agora vou tranquila' Ela relata que os dois ainda frequentam regiões próximas e que, desde a concessão da medida protetiva, precisa vigiar os locais antes de entrar. Com a alteração do local de votação, há mais tranquilidade. Para ela, votar em segurança garante um direito fundamental. "Agora não tenho medo, porque ele nem imagina que eu tô votando naquela zona. Então eu vou tranquila", relatou. "Meu voto também vai estar lá. É importantíssimo. Fazer parte da cidadania", continuou. Violência contra mulher: como pedir ajuda 'O número pode parecer pequeno' Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Santa Catarina concedeu mais de 18 mil medidas…
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