El Niño 'mais quente da história' deve causar temporais acima da média até o fim do verão no RS, dizem meteorologistas
Destaques30/09/2026 às 17:28
]]> Com El Niño entre os mais intensos já registrados, RS terá chuva acima da média O Rio Grande do Sul deve registrar chuva acima da média durante a primavera, com possibilidade de temporais, queda de granizo e vendavais. Segundo o meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Murilo Lopes, esse padrão deve permanecer durante o verão. A previsão está relacionada ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico provocado pelo fenômeno El Niño. Conforme o especialista, a temperatura do oceano já está mais de 3°C acima da média histórica para esta época do ano. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A condição coloca o atual El Niño entre os mais intensos já registrados, de acordo com o meteorologista. Em outros anos considerados de "super El Niño", temperaturas semelhantes foram observadas perto do fim do ano. Desta vez, o patamar foi alcançado em setembro. "Essa temperatura deve continuar subindo, confirmando, sim, esse El Niño como o mais quente já registrado na história", afirmou Lopes. O pico de intensidade do aquecimento das águas deve ocorrer entre novembro e dezembro. Os efeitos devem continuar durante o verão, embora a relação mais direta entre o El Niño e o aumento da chuva no Rio Grande do Sul esteja associada à primavera. Segundo Lopes, a perspectiva é de aumento da chuva em outubro. O maior volume de precipitação deve ocorrer entre novembro e janeiro, período em que há maior frequência desses episódios no Sul do país. Até o momento, conforme o meteorologista, os eventos estão espalhados entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ao longo da primavera e no começo do verão, a chuva deve ficar mais concentrada no território gaúcho. "Infelizmente, a gente pode esperar ainda a manutenção dessa condição mais comum, de ocorrência de temporais, de queda de granizo, vendavais e desses acumulados de chuva que, por vezes, acabam sendo muito intensos", disse o meteorologista. Todo o Rio Grande do Sul está exposto ao risco de tempestades, segundo Lopes. No entanto, a frequência costuma ser maior nas regiões Norte e Oeste. Nas áreas do Leste, a ocorrência é um pouco menor, mas os fenômenos também podem provocar estragos. A Região Central, onde fica…
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