Educação e custo de vida: por que a França tem sido tomada por uma onda de protestos
Destaques31/10/2026 às 21:16
]]> Novos protestos reúnem mais de 300 mil na França e terminam em confrontos com a polícia Os protestos que voltaram a tomar as ruas da França neste sábado (31) têm como principais pautas o custo de vida e a qualidade dos serviços públicos no país. Milhares de manifestantes têm se reunido nas últimas semanas para pressionar o governo de Emmanuel Macron. O Ministério do Interior da França afirmou que 320 mil pessoas foram às ruas neste sábado, sendo 70 mil apenas em Paris. Já a coalizão que reúne sindicatos e estudantes estimou a participação em 500 mil pessoas, incluindo 200 mil na capital. Em comparação, os protestos do último sábado (24) reuniram 410 mil pessoas, segundo números do governo da França. Na ocasião, organizadores estimaram que 800 mil manifestantes tinham ido às ruas. A onda de protestos na França começou em setembro, quando o governo Macron começou a discutir o orçamento de 2027, com congelamento do salário de servidores. Estudantes bloquearam o acesso de uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a instituição. Alunos de outras escolas passaram a reclamar da falta de estrutura dos prédios, da superlotação em salas de aula e de um sistema de admissão em universidades considerado injusto. Em seguida, também se juntaram aos atos representantes de sindicatos e dos Coletes Amarelos, um movimento que ganhou fama em 2018 com protestos contra aumentos dos combustíveis e do custo de vida. Manifestante segura cartaz escrito "No Halloween, a gente se fantasia de democracia" em protesto em Paris, na França, em 31 de outubro de 2026 Reuters/Pedro Nunes Nos protestos deste sábado em Paris, franceses marcharam carregando cartazes com mensagens como "alerta climático" e "pelo custo de vida". A denúncia sobre o aumento do racismo na França também se juntou à pauta original, após um ataque a tiros contra um grupo de imigrantes. As manifestações ocorreram em meio a um esquema reforçado de segurança, duas semanas depois de uma onda de distúrbios e saques que deixou lojas, prédios públicos e empresas destruídos em diferentes partes do país. Nas últimas semanas, protestos liderados por jovens ocorreram em diversos países europeus. Neste sábado,…
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