É MEI e quer renegociar dívidas? Saiba como escolher o programa mais vantajoso para regularizar pendências
Rio de Janeiro30/09/2026 às 17:37
]]> O governo anunciou nesta terça-feira (dia 29) um novo o Desenrola MEI Pequeno Valor para negociação de débitos de até R$ 8.105. Ao mesmo tempo, também prorrogou o Desenrola MEI, para refinanciamento de débitos tributários. As medidas fazem parte de um pacote maior de bondades que contemplam desde ex-bolsistas até empregadores com dívida ativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em meio a diferentes alternativas para regularizar pendências, quem é MEI pode se perguntar qual opção é a mais vantajosa. O Desenrola MEI permite descontos de até 70% do valor total da dívida, limitado a R$ 20 mil por CNPJ. Apesar disso, os descontos podem chegar a 100% aplicados apenas sobre juros, multas e encargos legais. O prazo de parcelamento é de até 145 meses, o que equivale a 12 anos. No caso do novo MEI Pequeno Valor, o programa será voltado para aqueles com dívidas tributárias de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A entrada será de 5%, sem descontos. O saldo remanescente poderá ser dividido em até 55 meses, com desconto de 50% sobre o valor total do débito. Olhar além do desconto O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, explica que no caso do Desenrola MEI, apesar do desconto sobre o total da dívida poder chegar a até 70%, as condições podem variar de acordo com o débito e os critérios aplicáveis a cada contribuinte. Por isso, a orientação é olhar para além do abatimento, pois "um desconto maior, por si só, não significa necessariamente uma parcela ou um custo final mais vantajoso". — O mais importante é comparar quanto será pago ao final, qual é o valor da entrada, quantas parcelas serão cobradas e se elas cabem no caixa do negócio. Também é preciso conferir se a dívida pode ser incluída em cada modalidade e se atende aos critérios do programa. A melhor escolha será a que permitir regularizar o débito sem comprometer o capital de giro — explica Soares. O reitor do Ibmec RJ, Samuel Barros, também orienta avaliar "a composição da dívida, quanto é o imposto e quanto são juros e multas". Quem optar pelo MEI Pequeno Valor deve olhar ainda para o caixa da empresa, já que o programa exige 5% do valor como entrada e o restante em até 55 vezes. Barros acrescenta…
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