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Doula da morte: terapeuta de SP acolhe pessoas em luto com funeral simbólico e retiros de finitude para romper tabus

Destaques 02/11/2026 às 04:00
Doula da morte: terapeuta de SP acolhe pessoas em luto com funeral simbólico e retiros de finitude para romper tabus
]]> Funeral simbólico e retiro de finitude: entenda o que faz doula da morte de Piracicaba, SP De clichês populares a reflexões centrais da filosofia, a morte costuma ser encarada como a única certeza da vida, desde a antiguidade com Platão até a era contemporânea de pensadores como Heidegger e Bauman. Enquanto falar de finitude ou se preparar para o fim da vida ainda é tabu mesmo por quem enfrenta o luto, uma prática começa a ganhar espaço: a doulagem da morte. Em Piracicaba (SP), a professora de ioga e terapeuta integral, Silvia Onofre, decidiu se capacitar para a função de doula da morte e de fim da vida após perder o pai, vítima de câncer, e o cunhado de 36 anos, por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), num intervalo de cinco meses em 2017. Atualmente, ela realiza retiros de finitude como caminho para o bem-viver, grupos voluntários de apoio ao luto, e funeral simbólico. Silvia Onofre atua como doula da morte em Piracicaba, no interior de São Paulo Reprodução/Arquivo pessoal Mas, o que faz uma doula da morte? Ela acompanha pessoas e famílias diante da finitude, do processo de morrer e do luto, oferecendo presença, escuta, apoio emocional e cuidado. Um ponto importante é que o trabalho das doulas da morte não substitui, em nenhuma medida, o atendimento clínico de médicos, enfermeiros e demais profissionais especializados em cuidados paliativos. É complementar a ele. No Brasil existem alguns cursos livres para a formação em doulas da morte. Eles abordam, entre outros temas, mitos sobre a finitude, escuta e diretivas antecipadas de vontade e luto. Silvia Onofre é doula da morte em Piracicaba Arquivo pessoal/Silvia Onofre A doulagem da morte (ou doulagem de fim de vida) ainda não é regulamentada no Brasil, diferente da função tradicional de doula, voltada à gestação e ao parto, prevista na Lei Federal nº 15.381/2026. 'A morte faz parte da vida' Após vivenciar duas perdas na família, Silvia Onofre passou a estruturar a carreira com foco no acolhimento e na reflexão sobre o fim da vida. “A morte faz parte da vida. E falar sobre ela não precisa ser um assunto sombrio”, afirma Silvia em uma de suas postagens nas redes sociais em que apresenta a prática de doula da…
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