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Dona da Estácio e faculdade de medicina confirmam fusão e criam grupo de R$ 9 bilhões

rio 24/09/2026 às 13:10
Dona da Estácio e faculdade de medicina confirmam fusão e criam grupo de R$ 9 bilhões
]]> A Yduqs, rede de ensino superior privado que é dona da Estácio e do Ibmec, e a Afya, de faculdades de medicina, confirmaram uma fusão. No fim de agosto, as duas empresas já tinham antecipado que estavam conversando sobre a possibilidade. Segundo fato relevante divulgado pela Yduqs, que tem ações negociadas no Novo Mercado da B3, a empresa dona da Estácio terá 31% do novo grupo; a Afya terá 69%, mas a base acionária da companhia a ser criada será diluída. A conclusão do negócio, que está sujeita à análise do Cade, órgão de defesa da concorrência no Brasil, está previsto para ocorrer até 31 de março de 2028. O racional por trás do negócio é criar uma complementariedade que permita a expansão das operações. Com o aumento no número de cursos de medicina no país e, consequentemente, a crescente concorrência nesse segmento, a Afya ganharia escala operacional. Do outro lado, a Yduqs agregaria uma rede de ponta na área de saúde a seu portfólio. "A operação visa combinar duas plataformas complementares de educação superior no Brasil, reunindo o ecossistema de educação médica da Afya e o modelo diversificado de educação superior em larga escala da Yduqs", diz o comunicado divulgado ao mercado. Juntas, as duas companhias somariam mais de R$ 9,2 bilhões em valor de mercado. A Yduqs está avaliada em R$ 2,98 bilhões, enquanto a Afya, cujas ações são listadas em Nova York, tem valor de mercado de US$ 1,2 bilhão (ou R$ 6,2 bilhões). A estimativa é de que a fusão possa gerar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões em sinergias, com 80% dessa soma podendo ser alcançados nos prímeiros três anos após o fechamento da operação. A nova companhia Pelos termos da transação, a Afya será incorporada pela Yduqs sendo, posteriormente, extinta. A companhia seguirá listada no Novo Mercado da B3. Mas, ao fim da transação, os acionistas da Afya ficarão com 69% do negócio. Os 31% restantes caberão aos da Yduqs. O grupo brasileiro, contudo, pagará ao menos R$ 750 milhões em dividendos, desde que sejam cumpridas condições precedentes. Os principais acionistas da Yduqs, a família Zaher e a Advent, e os da Afya, o Bertelsmann e a família Esteves, vão celebrar um acordo se comprometendo em comparecer…
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