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Doenças crônicas no trabalho: gestão de risco sem discriminação

Destaques 03/11/2026 às 18:03
Doenças crônicas no trabalho: gestão de risco sem discriminação
]]> Doenças crônicas no trabalho: gestão de risco sem discriminação Crédito: Corpmed. Hipertensão, diabetes, doença respiratória, cardiopatia, câncer ou outra condição crônica aparecem no exame ocupacional. A reação automática de algumas empresas é perguntar se a pessoa ainda ‘pode trabalhar’. A pergunta técnica é outra: diante daquela atividade e dos riscos reais, qual é sua capacidade funcional e que condições permitem trabalho seguro? Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter manifestações, tratamento, estabilidade e exigências de trabalho completamente diferentes. Transformar o nome da doença em atalho para aptidão, afastamento ou promoção produz decisões frágeis e pode gerar discriminação. Diagnóstico, capacidade e aptidão não são sinônimos Diagnóstico identifica uma condição de saúde. Capacidade funcional descreve o que a pessoa consegue realizar em determinado contexto. A aptidão ocupacional relaciona o estado de saúde às exigências e aos riscos da função no momento avaliado. Nenhum desses conceitos pode ser deduzido apenas de uma lista de CID. A avaliação considera controle clínico, sintomas, possíveis efeitos de tratamento, risco para a própria pessoa ou terceiros, frequência e duração da tarefa, exposição, medidas existentes e possibilidade de adaptação. Em atividades críticas, a NR-7 exige avaliação do estado de saúde considerando os riscos de cada situação e patologias que possam impedir o exercício seguro — sempre de forma individualizada. DOENÇA CRÔNICA NÃO É INAPTIDÃO AUTOMÁTICA A decisão ocupacional deve responder à atividade e ao risco. O mesmo diagnóstico pode resultar em aptidão plena, adaptação temporária, restrição específica ou afastamento, conforme o caso. O que a NR-7 pede do PCMSO O PCMSO deve ser elaborado a partir dos riscos identificados e classificados no PGR, acompanhar possíveis agravos relacionados ao trabalho e detectar precocemente exposições excessivas e doenças relacionadas. A norma também prevê acompanhamento diferenciado quando o estado de saúde pode tornar o empregado especialmente suscetível aos riscos ocupacionais. Para empregados expostos a riscos classificados no PGR e para portadores de doenças crônicas que…
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