Dívida pública chega a R$ 9,29 trilhões, com recorde de fatia atrelada à taxa Selic
Rio de Janeiro28/09/2026 às 22:15
]]> O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,04% em agosto e chegou a R$ 9,29 trilhões, segundo o Relatório Mensal da Dívida divulgado nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional. Em julho, eram R$ 9,288 trilhões. "Não traz nenhum prejuízo": Lula rebate crítica de times de futebol sobre proibição de bets Desenrola 3.0: quem pode participar? Qual será o desconto? Veja respostas para 15 dúvidas sobre o programa A alta no estoque da dívida aconteceu porque os juros incorporados à dívida no mês foram maiores que o resgate líquido. O Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que o estoque termine 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. No mês passado, a parcela da dívida atrelada à taxa básica de juros, a Selic, foi a 52,74%. É o maior percentual desde o início da série histórica, iniciada em dezembro de 2000. Os títulos corrigidos pela Selic são as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs). Eles fazem o custo da dívida acompanhar de perto a política monetária: quando o Banco Central sobe os juros, a conta do Tesouro aumenta quase na mesma hora. Em julho, essa fatia era de 51,11%. Em dezembro de 2025, era de 48,25%. Entenda O avanço veio da troca de títulos de inflação por papéis pós-fixados. Com o vencimento das NTN-Bs, a participação dos títulos corrigidos por índices de preços caiu de 26,02% para 23,22%. Nas emissões de agosto, quase metade foi de títulos atrelados à taxa flutuante. Os prefixados ficaram com 39,74% e os títulos de inflação, com 10,33%. Só nos leilões de LFT, o Tesouro vendeu R$ 95,42 bilhões. Os prefixados subiram de 19,22% para 20,31% do estoque. É um patamar próximo ao piso de 20% fixado no PAF. Na apresentação dos dados, o Tesouro disse que em agosto a curva de juros "ganhou nível na faixa intermediária, em contexto de incertezas com o cenário externo". O órgão também citou o preço do petróleo, que continua alto "sem perspectiva de um acordo entre EUA e Irã". O custo médio da dívida acumulado em 12 meses subiu de 12,45% para 12,59% ao ano. Nas emissões recentes, o custo médio foi de 13,96% ao ano.
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