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Diplomatas indígenas e quilombola tomam posse no Itamaraty; turma tem 27 representantes de minorias

Destaques 04/11/2026 às 21:28
Diplomatas indígenas e quilombola tomam posse no Itamaraty; turma tem 27 representantes de minorias
]]> Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, Helen Jaine Gomes Borgens e Marcelo Kariri Meneses foram aprovados no curso de diplomacia. Reprodução Dois indígenas e uma mulher quilombola tomaram posse nesta quarta-feira (4) como novos diplomatas no Ministério das Relações Exteriores. Assim como os outros 57 aprovados, eles foram aprovados no concurso mais recente da chancelaria. Antes de servir no exterior, os novos diplomatas fazem um curso de formação no Instituto Rio Branco, em Brasília. Pela primeira vez, neste ano, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) reservou vagas específicas para indígenas e quilombolas no edital. A nova turma é formada por 60 diplomatas. Desse total, 27 pertencem a grupos historicamente sub-representados na diplomacia brasileira: são 17 pessoas negras, sete pessoas com deficiência, duas indígenas e uma quilombola. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O grupo também tem a maior participação proporcional feminina da história do Instituto Rio Branco e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty): 45% dos integrantes são mulheres. Todas as cinco regiões do Brasil estão representadas. O salário inicial é de R$ 22.558. A cerimônia de posse foi realizada na tarde desta quinta, no Palácio Itamaraty. Além da ministra substituta das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, o eventou contou com a participação do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel de Oliveira. O escritor Ailton Krenak, primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras, foi o orador da cerimônia. Quem são os novos diplomatas indígenas e quilombola Os dois indígenas aprovados no concurso pertencem aos povos Kariri e Terena. A primeira pessoa aprovada na vaga reservada a quilombolas é a goiana Helen Jaine Gomes Borgens, de 25 anos, integrante da comunidade quilombola do Retiro, em Simolândia, no nordeste de Goiás. 🔎 Segundo o edital, pessoa indígena é aquela que se identifica como parte de uma coletividade indígena e é reconhecida pelos membros como tal, independentemente de viver em território indígena. 🔎Já para os candidatos quilombolas, a definição é de pessoa pertencente…
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