Diante da piora nas expectativas do mercado, Durigan fala em melhorar contas públicas sem recorrer a 'narrativa fácil'
Economia03/11/2026 às 13:03
]]> Com a piora das expectativas do mercado financeiro, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter compromisso com a melhora da trajetória das contas públicas brasileiras nos próximos anos, mas sem recorrer ao que ele chamou de "narrativa fácil" da oposição Mais cedo, nesta terça-feira, o Banco Central divulgou seu boletim semanal com projeções dos economistas dos bancos sobre a economia brasileira. No primeiro relatório após a reeleição de Lula, o mercado financeiro realizou fortes ajustes em suas expectativas para a inflação, taxa de juros e para o crescimento da economia neste ano e nos próximos. ➡️Em linhas gerais, os analistas elevaram consideravelmente suas projeções de inflação, reduziram as expectativas de crescimento da economia e passaram a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Miriam Leitão: Mercado aposta em manutenção dos juros ➡️O documento foi divulgado após expressivos ajustes registrados na semana passada em ativos brasileiros, como o índice da Bolsa de Valores, os juros futuros e o dólar, que já haviam mostrado piora após a confirmação de que Lula será presidente do país nos próximos quatro anos. "O projeto que o presidente Lula apresentou, e saiu vitorioso das urnas, é um projeto generoso com o país, que se compromete com as diferentes classes e diferentes categorias e, ao mesmo tempo, com melhora fiscal. Esse é um grande desafio que nós vamos ter que achar: o caminho para fazer essas duas coisas, sem procurar uma narrativa fácil como o candidato perdedor fazia, ou sem apresentar projetos que não levaram a nada", disse o ministro Durigan. ▶️Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️O mercado tem se mostrado reticente sobre a possibilidade de um ajuste de grande proporção e rápido nas contas públicas prometido diante dos compromissos…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.