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Dia do Gaúcho: erva-mate atravessa fronteiras, mantém raízes indígenas e tem até sommelier; saiba tudo sobre o chimarrão (até como prepará-lo)

inicio 20/09/2026 às 03:00
Dia do Gaúcho: erva-mate atravessa fronteiras, mantém raízes indígenas e tem até sommelier; saiba tudo sobre o chimarrão (até como prepará-lo)
]]> Erva-mate atravessa fronteiras e ganha diferentes sabores e modos de preparo Verde e fina no chimarrão gaúcho, mais envelhecida nos mates argentino e uruguaio, preparada com água fria no tereré ou consumida como chá: uma mesma planta, a erva-mate (Ilex paraguariensis), dá origem a bebidas com diferentes sabores, aparências e modos de preparo. As variações envolvem temperatura da água, moagem, proporção entre folhas e talos, tempo de armazenamento, recipientes e formas de servir. Também refletem hábitos construídos no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🧉🍃 Nativa da América do Sul, a Ilex paraguariensis está ligada a conhecimentos anteriores às fronteiras atuais. No Rio Grande do Sul, o sistema tradicional da erva-mate foi reconhecido como patrimônio imaterial estadual em 2023. O registro considera conhecimentos ancestrais dos povos indígenas Guarani e Kaingang, além de práticas mantidas por comunidades quilombolas e agricultores familiares. O chimarrão é consumido principalmente no Sul do Brasil e se tornou parte da identidade do Rio Grande do Sul. Já a Argentina e Uruguai têm mates com características próprias, e em outras regiões do Brasil, a erva é consumida na forma de chá-mate verde ou tostado. Em muitas famílias, o preparo é aprendido por observação e transmitido entre gerações. Quantidade de erva, posição da bomba, temperatura da água e regras da roda fazem parte desse aprendizado. Aprenda abaixo a fazer um chimarrão em pouco mais de 10 segundos: Aprenda a fazer um chimarrão de 11 segundos As raízes do chimarrão Segundo o IPHAE, o sistema da tradição reúne relações ambientais, territoriais, espirituais, culturais, sociais e econômicas. A participação indígena nessa história, portanto, não se restringe ao consumo da bebida. O reconhecimento envolve conhecimentos sobre a planta, os territórios e as formas tradicionais de manejo e processamento. Na tese "História Ambiental da Erva-Mate", defendida em 2013 na Universidade Federal de Santa Catarina, o historiador Marcos Gerhardt analisou a participação de diferentes grupos na atividade durante o século XIX e as primeiras décadas do século XX. Segundo a…
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