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Desgaste da coluna, dores e até perda de visão periférica: como manobras em voos da Esquadrilha da Fumaça podem afetar pilotos

Destaques 30/10/2026 às 08:00
Desgaste da coluna, dores e até perda de visão periférica: como manobras em voos da Esquadrilha da Fumaça podem afetar pilotos
]]> Desgate da coluna, dores e perda da visão: como manobras em avião podem afetar pilotos Perda de consciência, visão em túnel, desgaste precoce da coluna e a sensação de pesar até 400 kg por alguns segundos. Ao g1, o capitão André Nery Lima Bezerra, de 35 anos, explicou como as manobras radicais realizadas a bordo do A-29 Super Tucano podem afetar o organismo dos pilotos da Esquadrilha da Fumaça. Apresentações da aeronave serão destaque do Domingo Aéreo na Academia da Força Aérea (AFA) neste domingo (1º), em Pirassununga (SP). O g1 São Carlos e Araraquara, em parceria com a EPTV , afiliada da TV Globo, transmite as acrobacias ao vivo pela primeira vez a partir das 9h30. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A aeronave consegue suportar forças de até sete vezes a gravidade durante as manobras, desempenho que permite que a aeronave execute acrobacias de alta precisão. Ou seja, um piloto com 80 kg, sob uma carga de 5G, sente como se pesasse cerca de 400 kg por alguns segundos. No dia a dia, o corpo está submetido a 1G, que é a força da gravidade da Terra. O capitão explicou que quando um elevador sobe ou desce, as pessoas sentem frio na barriga, sensação causada pela alteração momentânea na aceleração. 🔎 Força G (ou força-gravidade) é uma medida de aceleração que compara a força sentida por uma pessoa com a gravidade da Terra. No entanto, nas manobras aéreas, esse efeito é mais intenso, fazendo com que o piloto seja submetido a várias vezes a força da gravidade. "Na maioria das manobras que a Esquadrilha da Fumaça faz, essa variação chega a mais de três vezes a força da gravidade e algumas manobras passam de cinco vezes a força da gravidade. Na prática, o corpo que está ali dentro da aeronave está sendo submetido a um peso, uma força gravitacional de três a cinco vezes maior", explicou. Bezerra disse que em um voo normal com carga positiva, o piloto sente o peso corporal superior ao real. "É como se o seu corpo estivesse sendo espremido. É a sensação de ser espremido para baixo. Então, a aceleração gravitacional te espreme para dentro do avião." LEIA TAMBÉM: AO VIVO: Domingo Aéreo: g1 e EPTV transmitem pela 1ª vez as acrobacias da Esquadrilha da…
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