Desenrola 3.0 mira R$ 150 bilhões em dívidas; veja como vai funcionar
Mundo25/09/2026 às 22:18
]]> O Desenrola 3.0, anunciado nesta sexta-feira pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mira acabar com R$ 150 bilhões em dívidas das famílias brasileiras. A proposta é que a União compre com desconto elevado as dívidas das instituições financeiras credoras. Segundo apresentação do governo, a expectativa é comprar essas dívidas dos credores com deságio de 90% – ou seja, a União gastaria R$ 15 bilhões com o programa. A terceira edição do Desenrola foi antecipada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao jornal Extra. As dívidas elegíveis são de cartão de crédito rotativo e parcela e de crédito pessoal sem consignação em folha, ambas com atraso de 2 a 4,5 anos. Esse saldo é estimado pelo governo em R$ 300 bilhões, mas o resultado esperado é alcançar 50% das dívidas elegíveis. A apresentação afirma que o objetivo do programa é a "aquisição e reestruturação de dívidas de pessoas físicas com instituições financeiras, com a finalidade de reduzir o comprometimento da renda das famílias e conter superendividamento". A expectativa do governo é fazer um leilão da compra de carteiras de crédito das instituições financeiras pela União em novembro deste ano. A operação será realizada pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal. O repasse obtido no leilão será repassado para as famílias. O Desenrola 3.0 foi lançado menos de um mês depois do encerramento da segunda versão do programa de renegociação de dívidas. Na última edição, o governo mirou dívidas de cartão, cheque especial e crédito pessoal com atraso de 90 dias a 2 anos. A renegociação, no entanto, foi feita diretamente entre os devedores e as instituições financeiras, com regras de desconto mínimo. Conforme mostrou o EXTRA, cerca de 30% das operações renegociadas por meio de novo parcelamento já tinham parcelas em aberto em setembro.
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.