Descanso desrespeitado, 12 horas em pé e pressão psicológica: veja denúncias de funcionários de complexo da Amazon no DF
Destaques08/10/2026 às 16:23
]]> Caixas da Amazon, em imagem de arquivo REUTERS/Eduardo Munoz/Arquivo Terminou nesta quinta-feira (8) o prazo dado pela Justiça do Distrito Federal para que a Amazon e a Ceva Logistics adequassem as jornadas e concedessem pausas para trabalhadores que atuam no complexo logístico da empresa norte-americana em Santa Maria, no DF. Relatos ouvidos pela reportagem afirmam que ainda não houve adequações. O g1 questionou a Amazon e a Ceva Logistics sobre as denúncias, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A denúncia do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e Tocantins (MPT-DF/TO) aponta que pessoas chegavam a ficar em pé de 11 a 12 horas ininterruptas, além de realizarem atividades com movimentos repetitivos e carregarem volumes de até 22 quilos. Há relatos de dores no corpo, mal-estar, falta de lugares para sentar, descumprimento de horário de descanso e mais (veja detalhes abaixo). Em março de 2026, durante uma fiscalização do MPT, foram contabilizadas 1.398 pessoas trabalhando no complexo: 485 contratadas diretamente pela Ceva e outras 913 por empresas de trabalho temporário – estes contratados por outras três empresas, que não são alvos da ação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Denúncias O Ministério Público do Trabalho do DF instaurou procedimento após receber uma denúncia de "carga horária excessiva, calor extremo". Segundo o relato, o funcionário era obrigado a "andar mais de 11 horas por turno". Havia ainda reclamação sobre o horário para alimentação: "Na teoria, temos apenas 15 minutos de intervalo. Porém, até chegar no local de descanso, já consumiu quase o tempo todo. A hora de janta também é da mesma forma, apenas 1 hora e o local é bem longe. Temos que comer muito rápido para voltar para o galpão." O MP destaca ainda relatos de um funcionário "que não pode sentar durante o trabalho; que não tem onde sentar" e outro que "não pode nem se encostar nas prateleiras, pois chamam a atenção do trabalhador". Conforme o MP, outra denúncia destaca que o armazém em Santa Maria pratica as mesmas jornadas de um complexo próximo – também da Amazon, mas operado por outra empresa –, que já tinha sido alvo de…
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