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Jovem Rio News

Desaceleração brusca e 'efeito chicote': como montanha-russa pode provocar lesões neurológicas

inicio 21/09/2026 às 15:02
Desaceleração brusca e 'efeito chicote': como montanha-russa pode provocar lesões neurológicas
]]> Fantástico investiga os acidentes em uma das montanhas-russas mais famosas do Brasil Uma jovem que perdeu os movimentos de parte do corpo após andar em uma montanha-russa no Hopi Hari, no interior de São Paulo, teve hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral — mesmo sem relato de uma pancada direta na cabeça. O caso, investigado pelo Ministério Público de São Paulo, chama atenção para um mecanismo capaz de provocar lesões neurológicas: os movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação sofridos pelo corpo durante o percurso. Segundo o neurologista Renato Anghinah, professor titular de neurologia da Faculdade de Medicina do ABC e livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, movimentos desse tipo podem fazer o cérebro se deslocar dentro do crânio e atingir suas paredes internas. Outro risco é o chamado "efeito chicote", em que a cabeça é projetada com força para trás e para frente, podendo provocar lesões na coluna cervical e comprometer os movimentos. Há relatos semelhantes na literatura médica. Estudos apontam casos de dissecções de artérias, AVCs, hematoma subdural e outros problemas neurológicos após passeios em montanhas-russas. Uma revisão de casos envolvendo crianças ressalta, porém, que essas ocorrências são raras e que o risco de AVC em pessoas saudáveis é muito baixo. Montezum: montanha-russa do Hopi Hari investigada pelo MP tem 42 metros de altura e percurso de 58 segundos Como o cérebro pode se machucar sem bater a cabeça? Anghinah explica que uma pessoa não precisa necessariamente sofrer uma pancada direta na cabeça para apresentar um problema neurológico. Uma das explicações está no próprio movimento do cérebro. O órgão fica dentro de uma estrutura óssea fechada, protegido pelas meninges e por líquido, mas não permanece completamente imóvel. Diante de uma desaceleração brusca, ele pode continuar em movimento e atingir as paredes internas do crânio. Esse movimento também pode afetar os axônios, estruturas que fazem a conexão entre os neurônios. Segundo Anghinah, eles podem se esticar, se romper ou esgarçar, causando a chamada lesão axonal difusa. O que é o "efeito chicote" na coluna cervical Outro mecanismo citado pelo…
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