Derrite chega ao Senado após gestão na Segurança de SP marcada por alta da letalidade policial e redução de indicadores criminais
Destaques04/10/2026 às 22:58
]]> O secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL), durante evento na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em 23/05/2025. Pablo Jacob/GESP Ex-capitão da Rota e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Guilherme Derrite (PP) foi eleito senador por São Paulo com 30,69% dos votos após uma passagem de três anos pela Secretaria da Segurança Pública marcada pelo aumento de mais de 80% das mortes decorrentes de intervenção policial, sob a defesa de uma política de linha dura contra o crime. A outra vaga coube a André do Prado (PL). Além deles, Marcos Pontes, também do PL, completa a bancada de São Paulo no Senado. Esta não é a primeira vez que Derrite ocupa uma cadeira no Congresso Nacional. Em 2018, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 2022, foi reeleito. O capitão da reserva é considerado uma das principais lideranças da chamada "bancada da bala" — formada por parlamentares ligados às forças de segurança pública e pautas de endurecimento penal. Entre 2023 e 2025, Derrite deixou a Câmara dos Deputados para comandar a Secretaria da Segurança Pública no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante os três anos como secretário, ele se licenciou duas vezes. Em março de 2024, ele deixou a função temporariamente para reassumir o posto de deputado federal e ser relator do projeto de lei que acabou com as saídas temporárias, conhecidas como "saidinhas", de presos do regime semiaberto em feriados e datas comemorativas. A segunda exoneração aconteceu em novembro de 2025, quando o secretário da Segurança Pública voltou à Câmara dos Deputados para ser relator do projeto de lei Antifacção. De olho nas eleições de 2026, Derrite não retornou mais ao cargo no governo paulista e passou a se dedicar à articulação política em Brasília. A relatoria do projeto, uma das principais propostas do Congresso na área de segurança pública, também ajudou a ampliar a projeção nacional do deputado. No Congresso, Derrite apresentou um substitutivo ao texto enviado pelo governo e defendeu uma legislação mais dura contra organizações criminosas e milícias. Quando a proposta voltou do Senado, em fevereiro deste ano, ele recomendou que os deputados…
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