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Deputados veteranos que atravessaram décadas na Alerj enfrentam fim de ciclo e recomeços; saiba quem são

Rio de Janeiro 07/10/2026 às 09:00
Deputados veteranos que atravessaram décadas na Alerj enfrentam fim de ciclo e recomeços; saiba quem são
]]> Durante décadas, a experiência acumulada nos corredores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e junto aos eleitores nas ruas foi a credencial para sobreviver a sucessivas eleições. O pleito deste ano, marcado por forte apelo nas redes sociais, no entanto, impôs um novo modelo de campanha. Mesmo políticos que iniciaram suas trajetórias em palanques e distribuindo “santinhos” conseguiram se adaptar aos algoritmos e garantir mais quatro anos de mandato. Outros, mesmo depois de cinco, até dez legislaturas, vão se despedir do plenário. Esses veteranos lembram as turbulências que enfrentaram e projetam o futuro da Casa e da política. Poucos acompanharam tanto o Legislativo fluminense quanto Carlos Minc (PSB). Deputado estadual, hoje aos 75 anos, ele entrou na Alerj durante a redemocratização em 1986, testemunhou a era dos grandes comícios e a queda de governadores, além de ter aprovado centenas de leis. Agora, se prepara para deixar a rotina de votações, debates acalorados e negociações em torno de projetos. Depois de dez mandatos, ele não conseguiu a reeleição. Momento delicado Minc diz que sai num dos períodos mais delicados da história da Casa. Para ele, a atual crise só encontra paralelo nos anos que sucederam à Lava Jato e após a divulgação da “lista de propina” do bicheiro Castor de Andrade, em 1994, na qual estavam policiais e políticos. — A Assembleia já cassou vários deputados no passado. Um deles foi um chefe de Polícia Civil e outra foi uma deputada de Magé. Mas nunca houve, simultaneamente, tantas pessoas presas ou afastadas por suspeita de ligação com a milícia ou comandos. Há pouco tempo, cunhei uma frase, pela qual fui criticado por alguns, dizendo que era mais difícil despoluir a Alerj do que a Baía de Guanabara — contou. Com a saída de Minc, André Corrêa (PSD), de 62 anos, se tornará o decano da Casa ao iniciar no ano que vem seu oitavo mandato. Ele foi reeleito com 65 mil votos. A relação de Corrêa com a Assembleia começou em 1998, quando assumiu uma vaga. Em 2018, ele se envolveu em um dos maiores escândalos da Casa ao ser preso na Operação Furna da Onça, por suspeita de receber propina num esquema de loteamento de cargos públicos, mas acabou…
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