Densa nuvem de fumaça encobre Santarém e qualidade do ar atinge nível crítico devido a queimadas
Destaques27/10/2026 às 10:45
]]> Fumaça encobre Santarém e qualidade do ar atinge nível crítico nesta terça (27) Reprodução: TVTapajós O município de Santarém, no oeste do Pará, amanheceu encoberto por uma densa camada de fumaça nesta terça-feira (27). A névoa poluente reduziu drasticamente a visibilidade em vários pontos da cidade. O cenário é provocado pelas queimadas que atingem a região e pela estiagem severa, que facilita a propagação do fogo e dificulta a dispersão da poluição. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A concentração de poluentes atingiu níveis preocupantes no início da manhã. Uma estação de monitoramento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que utiliza dados da plataforma PurpleAir, registrou uma concentração de 205,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (PM2,5) às 5h34. Cidade amanheceu totalmente encoberta pela densa fumaça. Reprodução: TVTapajós A exposição a esse nível de poluição pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, agravar casos de asma, bronquite e aumentar os riscos de problemas cardiovasculares, principalmente em crianças, idosos e gestantes. O cenário é reflexo das queimadas na região e da forte estiagem Reprodução: Tv Tapajós Moradores de diversos bairros relatam impactos na saúde. No Residencial Salvação, a população relatou o drama de viver cercada pela névoa cinzenta. Uma moradora contou ao g1 que sentiu forte ardência nos olhos ao inalar o ar poluído e destacou a dificuldade de seguir as recomendações de manter a casa fechada devido ao calor intenso na região. A fumaça que encobre a área urbana é transportada pelos ventos de queimadas que se espalham pelo oeste paraense. Dados de satélite da Nasa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram focos de calor ativos em municípios vizinhos, como Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Alenquer, Rurópolis, Placas e Juruti. Em Santarém, há registros de fogo em áreas próximas à rodovia Curuá-Una. A seca histórica que atinge a região agrava ainda mais o problema. Com o nível do rio Tapajós muito baixo e a falta de chuvas, a vegetação fica extremamente seca e suscetível ao fogo. Além dos problemas de saúde,…
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