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Delcy Rodríguez faz discurso ambíguo na ONU, promete 'democracia plena' na Venezuela, mas não dá prazo para novas eleições

inicio 23/09/2026 às 23:11
Delcy Rodríguez faz discurso ambíguo na ONU, promete 'democracia plena' na Venezuela, mas não dá prazo para novas eleições
]]> Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York. Eduardo Munoz / Reuters A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (23), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que haverá eleições no país. Apesar da promessa, ela não apresentou uma data para o pleito. Segundo Delcy, o governo iniciou um diálogo com setores da oposição para estabelecer um processo em condições de igualdade. “O povo venezuelano, com sua sabedoria ancestral, determinará o momento correto e suas instituições estarão preparadas para garantir esse processo inclusivo e transparente”, afirmou. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe a Assembleia Geral da ONU em Nova York Ela disse que o governo iniciou um diálogo com setores da oposição para preparar um processo eleitoral com condições de participação para diferentes forças políticas. A venezuelana também fez uma ressalva à condução do processo: “A democracia não se mede pela existência de eleições. A democracia se mede pela qualidade da competição que precede essas eleições”, afirmou Rodríguez. Segundo ela, uma eleição deve ser uma solução para as diferenças políticas, e não gerar novos conflitos. A presidente interina também afirmou que o governo pretende garantir condições de participação para todas as forças políticas. Relação com os EUA Em sua fala, Rodríguez também criticou o que chamou de interferência estrangeira nos assuntos internos do país. Segundo ela, interesses externos ao bem-estar dos venezuelanos influenciaram a vida política da Venezuela. “Muito se diz sobre a Venezuela. Muitos opinam sobre a Venezuela. Alguns tentam interferir nos assuntos da Venezuela”, afirmou Rodríguez. Segundo ela, interesses externos ao bem comum dos venezuelanos foram impostos ao país e contribuíram para uma crise política que afetou também as relações da Venezuela com outras nações. Ela fez menções diretas e indiretas aos Estados Unidos. O país foi responsável pela operação militar que prendeu o então presidente Nicolás Maduro e levou Rodríguez ao poder, em janeiro de 2026. Desde então, ela…
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