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Defesa diz que delegado investigado por desvio de drogas foi enviado à fronteira para apurar o mesmo crime

Destaques 06/11/2026 às 14:49
Defesa diz que delegado investigado por desvio de drogas foi enviado à fronteira para apurar o mesmo crime
]]> Operação Infiltrados O delegado Guilherme Scucuglia Cezar, investigado por suspeita de participação em um esquema de desvio de cocaína apreendida pela polícia, teria sido enviado à fronteira de Mato Grosso do Sul justamente para apurar irregularidades cometidas por outros policiais. A informação foi apresentada nesta sexta-feira (6) pelo advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, responsável pela defesa do delegado. Segundo o advogado, a direção da Polícia Civil já sabia de possíveis desvios de conduta na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados, e designou Scucuglia para descobrir o que acontecia na unidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp "Não existe nenhuma implicação do delegado Guilherme com o malfeito. Muito pelo contrário, o delegado Guilherme foi encaminhado para Dourados na época para investigar supostos desvios de conduta", afirmou. Scucuglia foi alvo de busca e apreensão na quinta-feira (5), durante a Operação Infiltrados II, que investiga nove policiais civis suspeitos de desviar drogas apreendidas para abastecer o tráfico. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ser incinerados teriam sido desviados em setembro de 2025. LEIA MAIS De karaokê à selfie na delegacia: fotos revelam ligação íntima entre delegado de elite, policiais e traficantes em MS Quem é quem no clã Haidar: família apontada pela PF como chefia de esquema milionário de tráfico com ajuda de policiais em MS De ex-chefe de delegacia na fronteira a investigadores: quem são os 9 policiais suspeitos de desviar cocaína em MS Delegados investigados pelo Ministério Público Reprodução Em coletiva de imprensa, em Campo Grande, José Roberto afirmou que a suspeita contra Scucuglia surgiu de uma conversa entre dois supostos traficantes. No diálogo, eles teriam mencionado um "delegado cabeludinho" que estava na Defron. A conversa ocorreu durante tratativas sobre drogas que seriam incineradas, segundo a defesa. O advogado sustenta que os investigadores associaram a referência a Scucuglia, embora ele não participasse do diálogo. "Não tem movimento bancário, nenhuma ligação…
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