Defensoria pede R$ 50 milhões em reparação a moradores da Penha e do Alemão um ano após megaoperação
Destaques29/10/2026 às 17:15
]]> Defensoria pede R$ 50 milhões em reparação a moradores da Penha e do Alemão um ano após megaoperação Reprodução/Bruno Itan A Defensoria Pública do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública nesta quarta-feira (28) para pedir R$ 50 milhões em reparação aos moradores dos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, afetados pela Operação Contenção, realizada em outubro de 2025. A ação também solicita atendimento psicossocial para a população atingida. O pedido foi apresentado um ano após a operação policial que deixou 122 mortos. Segundo a Defensoria, o valor da indenização deve ser revertido em obras e melhorias nas áreas de educação, saúde, esporte e lazer das comunidades. A ação foi ajuizada pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH) da Defensoria. O órgão também pede que o Estado seja responsabilizado pelos danos individuais sofridos pelos moradores durante a operação. “A Operação Contenção expôs a vida dos moradores e gerou traumas pessoais, com agressões físicas, invasão de domicílios e furto de bens”, afirmou o defensor público Marcos Paulo Dutra Santos, coordenador do NUDEDH. Segundo ele, a ação busca garantir tratamento específico para a saúde mental dos moradores, sem prejuízo de pedidos individuais de reparação. Nenhuma das 117 mortes da megaoperação foi registrada por câmeras corporais analisadas, apontam ONG e Defensoria Defensoria cita morte de pedreiro e exposição de corpo Entre os casos mencionados na ação está o de Ronaldo Julião da Silva, de 46 anos, morto no dia da operação. Natural de Campina Grande (PB), ele trabalhava como pedreiro, tinha seis filhos e, segundo a Defensoria, não possuía anotações criminais. O órgão afirma que houve falhas do Estado na preservação do local da morte, na realização da perícia e na investigação do caso. A ação também aponta violação à dignidade da vítima pelo abandono e pela exposição do corpo em via pública. Relatório aponta falta de câmeras corporais Um dos documentos usados pela Defensoria como base para a ação é um relatório da organização internacional Human Rights Watch. Segundo o órgão, o material aponta descumprimento de determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito…
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