De muletas, morador de Volta Redonda encara 150 km a pé até Aparecida
Destaques03/10/2026 às 13:48
]]> De muletas e sem apoio, morador de Volta Redonda encara 150 km a pé até Aparecida Divulgação/Rafael Teixeira O morador do bairro Volta Grande 1, em Volta Redonda (RJ), Rafael Teixeira, deu início ao que considera um dos maiores testes de resistência da própria vida. Ele pretende percorrer a pé, apoiado apenas em um par de muletas e sem carro de escolta ou equipe de apoio, cerca de 150 quilômetros até o Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba paulista. A largada da romaria solitária aconteceu na última quarta-feira (30). Com mais de 14 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha a rotina de treinos e mensagens motivacionais, o atleta planeja concluir o trajeto em 10 dias, mantendo uma média de 15 quilômetros a cada jornada pelas margens da Via Dutra. A virada radical na rotina de Rafael ocorreu na noite de 10 de março de 2010. À época, ele conciliava a graduação em Direito em uma universidade privada e o trabalho na Procuradoria Municipal de Barra Mansa. Por volta das 22h, quando voltava para casa pilotando uma moto, foi vítima de um grave acidente de trânsito na altura do bairro Ponte Alta. Agora no g1 ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp "Eu até digo: do terno e gravata eu fui para as fraldas em questão de segundos", recorda Rafael. O episódio deu início a uma trajetória de tratamento de 15 anos. Na tentativa de evitar a perda da perna esquerda, ele foi submetido a 27 procedimentos cirúrgicos e enfrentou meses seguidos acamado. O quadro clínico, contudo, evoluiu com três diagnósticos graves de osteomielite, que é uma infecção bacteriana que atinge a estrutura óssea. A amputação acabou se tornando inevitável e foi realizada na véspera do Natal de 2024. "Fiquei 27 períodos acamado, usei fraldas, e ficava olhando para o teto branco e conversando com Deus pedindo para recuperar minha autonomia e liberdade de andar sem depender dos outros", contou. Rafael foi submetido a 27 procedimentos cirúrgicos e enfrentou meses seguidos acamado. Divulgação/Rafael Teixeira A reabilitação ganhou novo fôlego com a prática esportiva. Rafael chegou a se mudar para São Paulo para treinar modalidades paralímpicas, como vôlei sentado e halterofilismo,…
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