De configurações básicas a dar likes, idosos aprendem bê-á-bá digital no celular
Destaques24/10/2026 às 20:37
]]> O aposentado Santo Lourenço Dias quer aprender a dar “like” nas publicações de que gosta Paula Maciulevicius/SEC Aos 83 anos, o aposentado Santo Lourenço Dias já sabe usar o celular para assistir a vídeos, ouvir hinos e fazer ligações. Mas ainda falta aprender uma coisa: dar “like” nas publicações de que gosta. Foi com essa vontade que ele participou de uma oficina gratuita de inclusão digital para pessoas com 60 anos ou mais, realizada no bairro Vila Popular, em Campo Grande. Seu Santo chegou ao local sem o celular e precisou voltar para casa correndo para buscar o aparelho. Afinal, queria acompanhar as explicações na prática e aprender a mexer nas funções do telefone. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Agora no g1 “Eu uso mais para receber telefonemas, assistir ao YouTube, escutar um hino e fazer ligações. Mas, falar que eu sei usar, eu não sei, não. Tenho que aprender essas coisas de ‘dar like’, como dizem nos vídeos”, conta. A oficina é promovida pela Secretaria de Estado da Cidadania, em parceria com o Sesi. As aulas são realizadas em um ônibus adaptado como sala de aula, equipado com notebooks, cadeiras e materiais didáticos. São 18 vagas por turma. Do tamanho das letras aos likes nas redes sociais Antes de ensinar a usar aplicativos e redes sociais, a instrutora Deize Staub começa pelo básico: as configurações do celular. Uma das primeiras orientações é ajustar o tamanho das letras para facilitar a leitura, especialmente para quem tem dificuldade de enxergar. “Se eles já não enxergam bem, não vão conseguir reter todas as informações que serão passadas”, explica. O aprendizado acontece aos poucos, com demonstrações nos próprios aparelhos dos participantes. A ideia é mostrar que é possível explorar as funções do telefone sem medo de estragar o aparelho ou apagar alguma informação importante. “Muitos deles acham que vão estragar o celular ou apagar algo importante. Por isso, começamos pelas configurações do telefone e, depois, avançamos para as redes sociais. É preciso ter paciência. Eles viveram em uma época em que a telefonia era com fio, então aprender a usar o celular dessa forma já é um avanço”, diz Deize. Além de aprender a…
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