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De celular a corrente de ouro, mergulhador ganha a vida como caçador de objetos perdidos no fundo de represa

Destaques 24/10/2026 às 12:47
De celular a corrente de ouro, mergulhador ganha a vida como caçador de objetos perdidos no fundo de represa
]]> Mergulhador ganha a vida caçando objetos perdidos no fundo de represa em SP O mergulhador Lucas Belarmino Ribeiro encontrou nas profundezas da represa do Rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), uma fonte de renda que exige preparo, mas com demanda garantida: o resgate de objetos perdidos por banhistas e frequentadores da região. Toda semana, ele segue a mesma rotina ao chegar de quadriciclo às margens do rio para dar início ao trabalho de busca por celulares, joias e outros pertences submersos. "Tem bastante situação engraçada, o pessoal perde e muita das vezes não acredita. A gente vai lá e recupera para não acabar com o final da semana do pessoal. A gente vai lá e faz esse trampo. Dá certo", relata o mergulhador. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O "caçador náutico" ganhou repercussão nas redes sociais, quando atuou voluntariamente na recuperação de pertences das vítimas do naufrágio de uma chalana nas águas do Rio Grande há duas semanas. Os ocupantes se salvaram. Lucas mergulhou e conseguiu resgatar mais de 20 pares de óculos de sol, seis telefones celulares e diversas chaves, devolvendo todos os itens aos proprietários que haviam se salvado do acidente. O mergulhador Lucas Belarmino Ribeiro, em Rifaina (SP). Lindomar Cailton/EPTV Profissão ‘caçador náutico’ A atividade, que começou há alguns anos, exige técnica, investimento e planejamento para encarar as águas escuras da represa. Para atender aos chamados de quem perdeu objetos na água, Lucas investiu em um equipamento profissional completo. Cada imersão exige o uso de cilindro de oxigênio, que garante cerca de uma hora e meia de autonomia sob a água, além de pesos acoplados ao corpo para manter a submersão e uma roupa térmica especial para suportar as baixas temperaturas das profundezas. Nas áreas de busca, a profundidade do rio pode ultrapassar os 20 metros. Para localizar os itens em meio ao lodo e à vegetação aquática, o mergulhador conta com a ajuda de um detector de metais. Mergulhador de Rifaina (SP) já encontrou até celular funcionando no fundo de represa. Reprodução/EPTV Em meio a dezenas de óculos e aparelhos eletrônicos, muitos ainda em funcionamento ao serem retirados…
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