← Voltar ao portal
Jovem Rio News

De caseiro de sítio a rapper: como neto usou o repente para conquistar o avô analfabeto e lançar álbum

rio 24/09/2026 às 08:33
De caseiro de sítio a rapper: como neto usou o repente para conquistar o avô analfabeto e lançar álbum
]]> Seu Francisco Fernandes da Rocha tem 83 anos, não sabe ler nem escrever, mas é um repentista nato. Quando o neto, André, disse que queria viver de rap, o avô torceu o nariz. A ponte entre as duas gerações só foi construída no dia em que o jovem decidiu responder ao patriarca na mesma moeda: declamando um repente inventado na hora. Ali, o velho repentista reconheceu o talento do neto. — Meu avô não sabe ler e escrever. Mas ele sempre declamou vários repentes que inventava. Ele passou a respeitar o meu rap no dia que eu declamei pra ele um repente igual, confirma o músico. Hoje, aos 32 anos, André é o rapper Meia Hora, apelido que ganhou nas batalhas por nunca conseguir respeitar o limite de 30 segundos no microfone. Nascido e criado em Araçatuba, no interior de São Paulo, ele divide o tempo entre o trabalho duro como caseiro em um sítio da região, os cuidados com as duas filhas e as composições de seu novo projeto, "Em busca do oásis". Capa do "Em busca do Oásis" Divulgação O álbum, produzido em parceria com Barba Negra (produtor que já trabalhou com Marcelo D2), é uma homenagem explícita às suas raízes. A faixa "Chico" traz a própria voz do avô gravada. — Quando eu gravei, ele gostou muito, achou "da hora". Pedi permissão para usar o áudio, e ele permitiu. Sempre me apoiou muito no meu lado artístico. Quando entendeu que o que eu fazia também era um jeito de rimar, assim como ele fazia com o repente, passou a ver com outros olhos. No show de lançamento, no teatro da cidade, as cadeiras mais importantes da plateia já tinham donos certos: seu Francisco e a avó, dona Ilda Anselmo, de 82 anos, que o criaram durante uma infância conturbada. Meia Hora revela, inclusive, que o avô não estava em umE "dia bom", mas fez questão de prestigiar o neto: — Foi muito satisfatório ter ele lá, mesmo não estando "muito legal". Era um dia em que ele estava com "poucas palavras", mas ficou feliz e deu risadas. Também conversou comigo e falou que gosta do meu trabalho. Disse: "Eu gosto desse negócio aí que você faz. Continua no seu caminho." André Francisco, o Meia Hora, e seus avós Divulgação Do sertanejo à resistência no rap Garantir o sustento na música ainda é um desafio. Em…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial