Da Guatemala a encostados nos rivais: as estratégias do scout da base do São Paulo
Esportes15/10/2026 às 14:00
]]> Como funciona o Departamento de Scout de base do São Paulo O time sub-20 do São Paulo chamou atenção nas últimas semanas pela estreia do guatemalteco Marvin Ávila, de 18 anos. A nacionalidade incomum no futebol brasileiro levantou a questão: afinal, como o Departamento de Scout chegou a esse nome? O ge entrevistou Luan Faria, chefe do Departamento de Scout de base do clube, e Matheus Abreu, analista de mercado, para entender os processos que levaram não só a essa contratação, como também de outros estrangeiros que fazem parte da base do clube. 🔍 adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp Departamento de Scout da base do São Paulo Miguel Schincariol/São Paulo – Chamamos esses atletas de jogadores de "meia confecção". Trazemos (muitas vezes) de forma gratuita apostando em indicadores, histórico em clubes grandes e que não foram bem aproveitados. Identificamos, apostamos e está dando resultado – explicou Luan Faria. Neste caso, “meia confecção” quer dizer um jogador que iniciou sua formação em outro clube, ganhou algum destaque e entrou na mira do São Paulo. Hoje, o clube conta com 122 atletas nesse molde nas categorias de base. Somente no sub-20, por exemplo, 36 dos 54 que fazem parte da categoria vieram desse processo de captação, enquanto 18 estão no clube desde o sub-10. Marvin marca primeiro gol com a camisa do São Paulo sub-20 Reprodução/@SaoPauloFC – Quando cheguei, não existia um trabalho de análise de mercado. Era um processo de contratação por osmose. Jogava contra, contratava por aquele jogo somente, ou o treinador gostou, ou o executivo achou interessante. Não tinha uma análise para diminuir a margem de erro – contou Faria. – Nosso trabalho é formar um banco de dados para embasar o tomador de decisão. A decisão em si não é nossa, mas os relatórios nos ajudam a mostrar para quem vai tomar essa decisão se nós indicamos ou não essa contratação e o porquê – explicou Matheus Abreu. Ao todo, foram mais de 4,3 mil jogadores relatados ao longo dos últimos dois anos. O departamento acompanha cerca de 70 jogos por semana e segue algumas diretrizes no momento de fazer o seu relatório. Ao final dele, deve informar…
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