Cuidado com a saúde mental amplia atenção durante o tratamento do câncer
Destaques28/09/2026 às 21:21
]]> O diagnóstico de câncer provoca mudanças que vão além dos aspectos físicos da doença. A descoberta pode desencadear sentimentos de tristeza, raiva, frustração, medo e negação, em um processo de reorganização da vida que pode ser comparado a uma experiência de luto. Para a psicóloga Andressa Bruceze (CRP-MT 05237), da Oncomed-MT, essas reações não significam, necessariamente, o desenvolvimento de um transtorno mental. Ela explica que esses sentimentos podem ser respostas que precisam ser compreendidas e acompanhadas durante uma fase marcada por incertezas e adaptações dos pacientes de câncer. “Nesse contexto, o cuidado com a saúde mental passa a integrar o tratamento oncológico de forma mais ampla”, enfatiza. Segundo a especialista, a intervenção psicológica deve ocorrer de maneira integrada, envolvendo paciente, família e equipe multiprofissional. O objetivo é oferecer um espaço seguro de escuta, no qual a pessoa possa expressar sentimentos e dificuldades sem julgamento. A necessidade de demonstrar força durante todo o tratamento pode levar o paciente a esconder sofrimento e evitar pedir ajuda. “Por isso, permitir e incentivar o paciente para que ele fale sobre seus sentimentos e manifeste seus medos também é uma forma de cuidado”. A participação de familiares e amigos é importante, sobretudo para evitar o isolamento. Essa rede de apoio pode ajudar a manter atividades e adaptar a rotina às novas condições. A psicóloga indica atividade física e alimentação adequada. “Trabalho dentro dos limites individuais e convivência social podem continuar fazendo parte do dia a dia. A ideia não é retomar a rotina anterior ao diagnóstico, mas construir uma nova”. Sinais que merecem atenção - Andressa destaca que embora pacientes oncológicos possam apresentar maior vulnerabilidade emocional, não significa que todos desenvolverão depressão ou pensamentos suicidas. A psicóloga alerta ainda que a atenção deve estar voltada às mudanças persistentes de comportamento e aos sinais de sofrimento intenso. “Isolamento acentuado, apatia, falta de interesse pelas atividades habituais, alterações significativas na forma de se relacionar e falas recorrentes sobre morte ou sobre não…
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