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Crise no Ueno Bank: entenda como o banco digital do Paraguai foi à lona

Rio de Janeiro 05/11/2026 às 16:36
Crise no Ueno Bank: entenda como o banco digital do Paraguai foi à lona
]]> Uma análise técnica da Superintendência de Bancos revelou o mecanismo contábil utilizado pelo Ueno Bank para simular a venda à vista de uma carteira de créditos inadimplentes avaliada em US$ 74,4 milhões, mostra reportagem do jornal paraguaio Hoy. De acordo com a reportagem, a reconstituição da operação, realizada em 15 de junho, expõe uma sequência de empréstimos e operações com empresas intermediárias, em um curto intervalo de tempo, que teria sido utilizada para contornar as normas do Banco Central do Paraguai (BCP). O banco, que atende 40% da população do país, fechou as portas e bloqueou o acesso de clientes a contas e investimentos, após ser considerado insolvente. Uma instituição financeira é considerada insolvente quando não consegue honrar seus compromissos. Para evitar que a situação piorasse, o BC paraguaio interveio no Ueno. O episódio levou à prisão preventiva de oito executivos ou ex-executivos do banco e à renúncia do presidente e mais dois diretores da autoridade monetária, além de desencadear uma crise política e levar centenas de paraguaios às ruas para exigir que recebam o dinheiro imediatamente. Hoje, Santiago Penã, presidente do Paraguai, renunciou ao cargo. Com apoio tanto da oposição quanto da base governista, o Congresso do Paraguai havia iniciado, nesta quinta-feira (dia 5), os primeiros passos para votar o impeachment de Peña e de seu vice por causa da crise bancária. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição financeira, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades. Exigências regulatórias Após constatar que os limites de crédito concedidos a empresas do mesmo grupo econômico haviam sido ultrapassados — Grupo Hendy, Grupo M e Mowi —, o BCP determinou a regularização imediata dessas exposições. O jornal paraguaio revela que, para evitar possíveis sanções, o Ueno Bank decidiu transferir sua carteira de créditos em atraso, avaliada em US$ 74,4 milhões, para a empresa Vinanzas S.A. O Hoy lembra que as normas do sistema bancário proíbem expressamente que uma instituição financeira financie, direta ou indiretamente, a aquisição de ativos por uma empresa a ela vinculada. No caso em questão, tanto o…
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